ELEIÇÕES 2022 POLÍTICA

Vice de Paes excluído de grupo mensagens da prefeitura

A péssima relação entre Eduardo Paes e o vice-prefeito do Rio de Janeiro, Nilton Caldeira, teve mais um capítulo na primeira noite de desfiles do Grupo Especial do carnaval do Rio.
Paes removeu Caldeira do principal grupo de WhatsApp da prefeitura, que reúne secretários, presidentes da maioria das empresas vinculadas e ex-secretários que Paes nunca tira.

Na percepção do PL, partido de Caldeira, a relação de Paes com o vice começou a estremecer quando Caldeira recusou uma sondagem para ser indicado a uma vaga no Tribunal de Contas do Município e deixou claro ao prefeito que não topava abandonar o cargo para deixar livre a prefeitura para o presidente da Câmara de Vereadores assumir, se Paes decidisse concorrer ao governo do estado. Paes nega que tivesse esse objetivo, e evitar deixar pública a má relação com o vice.

No ano passado, Paes disse que Caldeira não teria “dimensão” para assumir a cidade, o que seria uma das razões para não cogitar deixar o cargo.

‘Falta de educação e soberba’

O prefeito cortou os últimos laços com o vice, Nílton Caldeira (PL), na primeira noite dos desfiles do Grupo Especial no Rio, quando removeu o moço do principal grupo de WhatsApp da prefeitura (aquele que reúne secretários e presidentes da maioria das empresas vinculadas) — como noticiou o colunista Guilheme Amado, do portal Metrópoles.

Só que, com isso, selou a independência de Caldeira na condução do município na sua ausência.

O vice disse ter decidido que vai cuidar da cidade de acordo com as necessidades do Rio e a sua consciência e a de seu grupo político — o PL de Altineu Côrtes, de Valdemar Costa Neto e do presidente Jair Bolsonaro.

“Não terá mais nada combinado. Ele não combina comigo, eu também não preciso combinar com ele. Vai ser da cabeça do nosso grupo político. A lei me faculta isso. Na ausência do prefeito, quem assume é o vice. E eu estou vivo”, avisa Caldeira.

As relações entre o prefeito e o PL azedaram desde a posse, quando Paes, segundo o presidente do partido no Rio, Altineu Côrtes, não deu o espaço prometido ao aliado no seu governo. Tudo piorou quando propôs indicar Caldeira para uma vaga de conselheiro no Tribunal de Contas do Município (TCM) e tirar o vice de seu caminho — e o PL não aceitou.

Daí em diante foi ladeira abaixo. Nomeou o moço na Secretaria de Habitação como um tapa-buraco, por um mês — e o tirou intempestivamente, para pôr no lugar o irmão do presidente da Câmara de Vereadores, Carlo Caiado (PSD). Despejou o moço de seu gabinete no andar do prefeito, e o alojou numa sala improvisada na Secretaria de Ordem Pública.

E, agora, varreu Caldeira de todas as informações sobre o andamento do governo.

“Esta atitude desrespeitosa não foi só comigo, mas, com o PL. Sou um dos fundadores e atual presidente municipal da sigla, as atitudes que não considero corretas do Eduardo comigo, na verdade, não vem de agora. (…) Falta de educação e soberba não combinam comigo, e se ele é assim, realmente não podemos mais sentar à mesma mesa”, disse o vice, em nota oficial.

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