ARQUIBANCADA Copa do Mundo

VAR rouba a cena e seleção brasileira mantém invencibilidade nas Eliminatórias

Equador 1 x 1 Brasil

Com a seleção brasileira já classificada para a Copa do Mundo de 2022, para que serve um jogo de Eliminatórias para a equipe treinada por Tite? A resposta é fácil: fazer ajustes, testar alternâncias e, acima de tudo, buscar quitar com algumas dúvidas visando a melhora da atuação do time até o Mundial que será realizado no Qatar. Mas o empate contra o Equador não serviu para quase nada disso.

O Brasil jogou mal, Alisson se mostrou vacilante no gol e houve motivos para criticar as escolhas de Tite. Tudo isso, contudo, acabou ficando em segundo plano em meio a uma atuação constrangedora do árbitro Wilmar Roldán. Com cerca de 30 minutos de partida, o juiz colombiano já havia distribuído três cartões vermelhos mas cancelou um deles, direcionado ao goleiro Alisson. Ao longo dos cerca de 90 minutos, Roldán protagonizou uma longa sequência de paralizações e decisões indecisas. Não fosse a intervenção do VAR, para consertar alguns dos erros do apitador, o saldo poderia ter sido bem pior.

Em campo o Brasil abriu o placar cedo, com Casemiro aproveitando sobra de bola na pequena área para inaugurar o marcador. Pouco depois, o goleiro Alexander Domínguez foi expulso por saída violenta. As chuteiras do equatoriano acertaram o pescoço do atacante Matheus Cunha, que ficou com a marca da ferida visível. Roldán nem teria expulsado o goleiro, mas uma intervenção do VAR ratificou o cartão vermelho.

O Brasil, contudo, não aproveitou por muito tempo a superioridade numérica, já que Emerson Royal acabou cometendo falta que lhe rendeu o segundo cartão amarelo aos 20 minutos – expulsão de certa forma duvidosa pela intensidade da jogada.

Pouco depois foi a vez de Alisson dar o primeiro susto: o goleiro saiu para, com os pés, tirar o perigo do gol. Conseguiu, em jogada limpa, mas no movimento de volta sua perna quase acertou em cheio a cabeça do adversário – raspando apenas na orelha. Wilmar Roldán, sem pensar, deu o vermelho direto para Alisson. Um exagero. Mas mudou de opinião após ver o VAR. Alisson ficou amarelado.

Os equatorianos empataram no segundo tempo, em cabeçada de Félix Torres. Roldán chegou a apitar um pênalti de Dani Alves sobre Estupiñan, em lance marcado por clara simulação do equatoriano. Após uma demora longa e desnecessária, o juiz voltou a ser salvo pelo VAR.

No finalzinho do segundo tempo Alisson mais uma vez puxou para si os holofotes. Saiu atabalhoado com as mãos, para afastar, de soco, a bola da área. O lance foi duro e o arqueiro acabou atingindo o adversário. Roldán deu pênalti e sacou o segundo cartão amarelo, para enfim expulsar o arqueiro brasileiro. Mas aí mais uma vez apareceu o VAR para salvar a lavoura de Tite e companhia, já que os detalhes mostraram que Alisson atingiu primeiro a bola do que o oponente. Pênalti e cartão foram cancelados.

Afobado com os cartões, Roldán acabou puxando para si o protagonismo de um dia de futebol feio e arbitragem pior ainda.

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