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Revista Eletrônica de Niterói

TSE e STF investigam transporte e pagamento a eleitores levados ao ato de apoio a Bolsonaro

O Supremo Tribunal Federal (STF) e o Superior Tribunal Eleitoral (TSE) abriram investigação sobre financiamento das manifestações antidemocráticas de 7 de Setembro das quais participou o presidente Jair Bolsonaro. O STF incluiu a investigação no inquérito que investiga a organização de atos contra instituições da República, como o Congresso e o próprio STF. Foram alvos desse inquérito, entre outros, o cantor Sérgio Reis, o deputado Otoni de Paula (PSC-RJ) e o caminhoneiro Zé Trovão.

O Supremo e o TSE querem saber quem financiou as viagens de caminhões e ônibus de diferentes partes do país e as diárias de hotéis para participantes dos atos em Brasília e em São Paulo. Há suspeita de que as manifestações podem ter sido financiadas por empresários ou políticos. O TSE também vai investigar se houve conteúdo de campanha eleitoral antecipada. Uma das punições para este tipo de ilegalidade é a inelegibilidade do político por ela beneficiado.

Ao determinar a investigação nesta quarta-feira, o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Luis Felipe Salomão, mandou incluir no inquérito administrativo provas de vídeo e notícias divulgadas pela imprensa que demonstram que as manifestações podem ter sido financiadas por empresários ou políticos.

Para o ministro, notícias como estas, divulgadas na imprensa, e vídeos que circulam nas redes sociais mostram situações que podem ter conotação de abuso de poder econômico e político. Por isso, pediu à Polícia Federal que transcreva e investigue o material.

“Há notícias nos grandes veículos de comunicação e redes sociais, que apontam que foram confeccionados bonés e roupas, com a mesma finalidade e com eventual intuito eleitoral, o que pode ainda caracterizar possível campanha eleitoral antecipada”, explicou o corregedor.

O inquérito administrativo foi aberto pelo TSE no início de agosto com o objetivo de apurar a articulação de rede de pessoas que disseminam notícias falsas, investiga fatos que possam configurar abuso do poder econômico e político, uso indevido dos meios de comunicação social, corrupção, fraude, condutas vedadas a agentes públicos e propaganda antecipada, relativamente aos ataques contra o sistema eletrônico de votação e à legitimidade das Eleições 2022.

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