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Revista Eletrônica de Niterói

Sérgio Cabral é transferido para Niterói após comparecer em audiência no TJRJ

O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral foi interrogado pelo juiz Marcel Laguna, na Central de Audiência de Custódia, no 4° andar do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), no centro da capital.

Cabral foi levado do presídio de Bangu 8, na zona oeste da cidade, onde estava preso até a manhã de hoje, para o Fórum no início da tarde. Por causa do cumprimento das medidas de combate à covid-19, a imprensa não pode assistir a audiência, que está sendo acompanhada pela advogada de Cabral, Patrícia Proetti.

Depois da audiência, a previsão é de que o ex-governador seja conduzido por policiais federais ao Instituto Médico Legal (IML) para exame de corpo de delito, antes de ser encaminhado à Unidade Prisional da Polícia Militar, em Niterói.

É lá que Cabral vai continuar a cumprir as penas. A advogada Patrícia Proetti disse que a transferência “deve se efetivar no final do dia” de hoje.

A transferência do presídio de Bangu para a Unidade Prisional em Niterói foi determinada em despacho do juiz da 7ª Vara Federal Criminal, Marcelo Bretas, em atendimento a uma decisão do ministro do Supremo tribunal Federal (STF), Edson Fachin, que aceitou o pedido da defesa de Cabral, para que ele ficasse afastado de outros presos que foram citados no seu acordo de delação premiada.

Audiência desta sexta-feira

Sérgio Cabral e um ex-procurador de Justiça foram intimados pelo Tribunal de Justiça do Rio para interrogatório que foi realizado na tarde desta sexta-feira (17). A audiência foi referente à denúncia pelos crimes de corrupção e organização criminosa, no bojo da Operação Calicute, deflagrada em 17 de novembro de 2016.

A operação foi um desdobramento da agora extinta Lava Jato.

Segundo a investigação, no final do ano de 2008, por ocasião das eleições para o cargo de procurador-geral de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral determinou pagamento de R$ 300 mil a outros agentes alvos da operação, para que o dinheiro fosse utilizado de forma ilícita.

Ainda segundo a denúncia, em março de 2009, a quadrilha que seria encabeçada por Cabral passou a realizar pagamentos mensais de propina, que teria perdurado até dezembro de 2012.

Preso desde 2016, o ex-governador do Rio de Janeiro já foi condenado a 346 anos, 9 meses e 16 dias de prisão. São 18 sentenças já proferidas contra o político. Com o acordo de delação premiada, que foi rejeitado pelo STF em maio deste ano, Cabral pretendia conseguir cumprir sua pena em casa

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