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Revista Eletrônica de Niterói

Rodoviários de Niterói podem fazer greve

A possível paralisação do sistema de ônibus em cinco municípios do Leste Fluminense ganhou contornos mais nítidos, nesta segunda-feira (27), em assembleia realizada por rodoviários de cinco empresas em que ficou aprovada a proposta de reajuste salarial de 10% e aumento de 20% nas demais cláusulas econômicas do contrato de trabalho com as empresas de ônibus, além de R$ 400,00 para o valor da cesta básica e comissão de 2% para os motoristas que acumulem a função com a de cobradores.
De acordo com o Sindicato dos Rodoviários de Niterói a Arraial do Cabo (Sintronac), com a decisão, os trabalhadores subiram o tom nas negociações com os patrões, que já estavam irredutíveis em aceitar 8% de reajuste salarial, propostos anteriormente. “Os novos valores devem ser consolidados após 1º de novembro, data-base da categoria. No entanto, uma greve ainda não foi colocada para votação”, ressaltou o sindicato no comunicado.

Votaram no primeiro dia da série de assembleias, realizadas na sede social do Sindicato dos Rodoviários de Niterói a Arraial do Cabo (Sintronac), 153 trabalhadores das empresas Galo Branco, Estrela, Nossa Senhora do Amparo, 1001 e Opção. Deste total, 119 aprovaram o encaminhamento da nova proposta para a classe patronal.

Hoje (28), será a vez dos rodoviários das empresas Auto Ônibus Alcântara S.A, Icaraí Auto Transportes S.A, Auto Viação ABC S.A, Viação Mauá S.A., participarem da assembleia. As deliberações, que acontecerão até 1º de outubro, foram divididas em grupos de empresas e em dois turnos, pela manhã e à tarde, para evitar aglomerações. O uso de máscara de proteção é obrigatório.

Trabalhadores de 30 companhias dos municípios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Maricá e Tanguá foram convocados para as discussões.

As cláusulas econômicas indicadas na proposta dos trabalhadores são as de hora-refeição e auxílio-uniforme. Também está inserida nas negociações da categoria a instalação de cofres nos pontos finais de maior circulação de passageiros para que os rodoviários não transportem grandes somas de dinheiro durante as viagens, o que representa um atrativo para assaltantes.

“Estamos ainda no início da série de assembleias, mas a categoria está unida em torno da questão do reajuste salarial, pois estamos sem aumento há dois anos, o que representa perdas econômicas devastadoras para os trabalhadores diante do quadro inflacionário do País”, avalia Rubens dos Santos Oliveira, presidente do Sintronac.

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