NITEROIMAIS

Revista Eletrônica de Niterói

Para “provar” fraude, Bolsonaro diz que “Não temos prova”

Presidente admitiu não ter como comprovar a fraude no sistema eleitoral e tentou compensar a mentira dizendo ter “indícios” da manipulação

Na ‘live’ desta quinta (29), o presidente Bolsonaro pediu provas de que o sistema eleitoral não é fraudável, e depois afirmou que vai apresentar ‘indícios’ de fraude.

Em seguida, disse:

“E eu digo mais: não temos prova. Deixar bem claro. Mas indícios [de] que eleições para senadores, deputados, pode ocorrer a mesma coisa – por que não?”.

O pior é que nem indícios ele apresentou em duas horas de falatório ao vivo no Facebook sobre a suposta fragilidade do voto eletrônico.

TSE rebate falas de Bolsonaro em live

O TSE enviou à imprensa informações que contestam os questionamentos contra a confiabilidade da urna eletrônica apresentados na live do presidente.

Em uma dessas acusações contra o sistema eleitoral, Bolsonaro apresentou vídeos antigos de pessoas comuns dizendo que não conseguiram votar no candidato que queriam nas urnas. Essas pessoas afirmavam que digitavam o número de seu candidato, mas a foto correspondente ao escolhido não era exibida na tela da urna.

Segundo o TSE, esses casos se tratam de pessoas que se confundiram sobre a ordem dos candidatos, tentando votar, por exemplo, no cargo de presidente, quando a tela solicitava o voto para governador.

“Dessa forma, ao ser digitado o pretendido número do candidato à presidência, a urna alertou que o voto seria nulo, visto que não havia candidato a governador correspondente àquele número”, explica o Tribunal.

Bolsonaro também acusou o TSE de fazer a apuração em uma “sala secreta”. E insinuou que isso serviria para favorecer a eleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2022.

Ao rebater essas acusações, o Tribunal ressaltou que ao final da votação é impresso o Boletim da Urna que permite checar se os votos computados na urna eletrônica são os mesmos apurados na contagem eletrônica. Por isso, diz o TSE, não é possível manipular a votação em uma suposta “sala secreta”.

“A apuração dos resultados é feita automaticamente pela urna eletrônica logo após o encerramento da votação. Nesse momento, a urna imprime, em cinco vias, o Boletim de Urna, que contém a quantidade de votos registrados na urna para cada candidato e partido, além dos votos nulos e em branco”, diz o site do Tribunal.

“Esse processo de apuração é realizado pela urna eletrônica antes da transmissão de resultados, que ocorre por uma rede de transmissão de dados criptografados. Ao chegarem ao TSE, a integridade e autenticidade dos dados são verificados e se inicia a totalização (isto é, a soma) dos resultados de cada uma das urnas eletrônicas, por supercomputador localizado fisicamente no tribunal. O resultado final divulgado pelo TSE sempre correspondeu à soma dos votos de cada um dos boletins de urna impressos em cada seção eleitoral do país”, esclarece ainda o Tribunal.

 

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