NITEROIMAIS

Revista Eletrônica de Niterói

Niterói amplia a malha cicloviária em diferentes pontos da cidade

Ingá, São Francisco, Charitas e Piratininga são alguns dos bairros que recebem intervenções com objetivo de incentivar o uso da bicicleta e proporcionar mais segurança para os ciclistas

A Rua Doutor Paulo Alves, no Ingá, que está passando por obras de requalificação, também está ganhando uma ciclovia. O trabalho de implantação da faixa começou esta semana e deve ser concluído nos próximos dias. Com mais esta ação da Coordenadoria Niterói de Bicicleta em parceria com a NitTrans e a Secretaria Municipal de Urbanismo e Mobilidade, a cidade chega ao mês de agosto com mais 1,5 km de ciclovia.

A implantação desta ciclovia segregada conectará as ciclofaixas das ruas Presidente Pedreira e Tiradentes. Além desta iniciativa no Ingá, os bairros de São Francisco e Piratininga também fazem parte das intervenções para ampliação da malha cicloviária da cidade.

Responsável pela Coordenadoria Niterói de Bicicleta, Filipe Simões, destaca que o Plano de Mobilidade Urbana Sustentável indica que 6% de todos os deslocamentos realizados na cidade já são de bicicleta, com a implantação, até agora, de uma malha cicloviária de 46 quilômetros e expectativa de que até 2024 o total atendido por ciclovias, ciclofaixas ou ciclorrotas chegue a 120 quilômetros. Há, ainda, a implantação de novos bicicletários e paraciclos, e investimentos na cultura e educação para o trânsito do ciclista.

“A ciclovia da rua Paulo Alves se integra ao chamado Circuito Universitário de infraestrutura cicloviária, que atende aos bairros do Gragoatá, Boa Viagem, São Domingos e Ingá. É uma área com forte influência da Universidade Federal Fluminense em seu perfil de transporte, com muitos estudantes acessando os campi de bicicleta. Com o avanço da vacinação contra a Covid-19 e a renovação das perspectivas do retorno das aulas presenciais, a nova ciclovia será mais uma opção de transporte por bicicleta de forma segura e com distanciamento”, pontua.

Filipe Simões conta também que o número de ciclistas transitando nas principais vias da cidade quadruplicou nos últimos anos. Desde 2015, contagens automáticas e manuais regulares são realizadas em diversas vias pela Prefeitura de Niterói através da Coordenadoria Niterói de Bicicleta. Nas avenidas Roberto Silveira e Amaral Peixoto, por exemplo, onde em 2015 passavam, respectivamente, 1084 e 880 ciclistas por dia, foi registrado, em 2019, a marca 4055 e 3325 ciclistas.

“Este resultado é atribuído aos investimentos realizados nos últimos anos em ações de planejamento e incentivo ao uso deste modal e à mobilização da sociedade civil ao redor do tema através dos movimentos cicloativistas”, diz.

Em São Francisco, serão 2,3 quilômetros entre áreas novas e requalificadas ao longo de toda a Avenida Quintino Bocaiúva, e da Avenida Silvio Picanço, em Charitas. Todo o trajeto também receberá nova sinalização. Para isso, já foi feito o recapeamento da Avenida Quintino Bocaiuva.

“Será implantada uma ciclovia segregada em todo o trecho da saída do túnel Roberto Silveira (Icaraí-São Francisco) até a entrada da garagem subterrânea, em Charitas. A partir deste ponto será feita a requalificação da ciclovia existente que segue até a entrada do túnel Charitas-Cafubá”, explica.

A ciclovia da Avenida Quintino Bocaiuva será implantada junto ao canteiro central da via no trecho entre o skateparque de São Francisco até a igrejinha de São Francisco e, dali em diante ela passará para a pista sentido Centro, já na altura da Avenida Sílvio Picanço. A previsão é que o trabalho esteja concluído até o fim de agosto.

Já a ciclovia da Praia de Piratininga terá pontos de conexão com a futura praça de acesso a Camboinhas, através da Avenida Almirante Tamandaré e, futuramente, com o Shopping Multicenter e a Transoceânica. Além disso, a ciclovia será integrada com o Parque Orla Piratininga e com a ciclofaixa da Avenida Acúrcio Torres.

Este projeto faz parte do Programa Região Oceânica Sustentável, com o apoio da Coordenadoria Niterói de Bicicleta, e integra o Sistema Cicloviário da Região Oceânica, com obras que tiveram início em maio deste ano. Nessa primeira etapa, a iniciativa contemplará um total de 21,75 quilômetros, sendo 14 quilômetros de novas rotas cicláveis e 7,75 quilômetros de requalificação das rotas já existentes.

“Todos os projetos do Sistema Cicloviário da Região Oceânica irão trazer, além da infraestrutura cicloviária, melhorias nas condições de acessibilidade e desenho universal das vias. Após a conclusão das intervenções, será possível usar a bicicleta para se fazer todo o percurso entre a Região Oceânica e o Centro de Niterói”, reforça Filipe Simões.

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