EM BRASÍLIA PAUSA PARA O CAFÉ

Ministério da Defesa usou verbas da covid para comprar filé mignon, aponta TCU

As informações foram divulgadas pela Folha de S. Paulo

Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) aponta que o Ministério da Defesa, responsável pelas Forças Armadas, gastou em 2020 cerca de R$ 500 mil de recursos que deveriam ser utilizados no combate à pandemia do coronavírus com itens alimentícios de luxo e não essenciais, como picanha, file mignon, camarão e bebidas alcoólicas. As informações são do jornal Folha de S. Paulo e foram divulgadas nesta segunda-feira (27).

De acordo com o jornal,  a partir de apuração sobre supostas irregularidades na compra de alimentos no governo desde 2017, foram descobertos gastos de R$ 535 mil, por parte da Defesa, com esse itens, que ainda incluem, por exemplo, bacalhau e salmão.

O dinheiro, de acordo com o TCU, veio a partir da ação orçamentária “21C0 – Enfrentamento da Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional decorrente do Coronavírus“. Ou seja, eram recursos destinados ao custeio de políticas de combate à Covid-19.

“Além de não servir à finalidade a que se destina, a contratação desse tipo de insumo fere o princípio da moralidade previsto no art. 37 da Constituição Federal de 1988, o qual está diretamente relacionado à integridade nas compras públicas”, diz trecho do relatório da auditoria do TCU.

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