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Lewandowski homologa delação de marqueteiro Renato Pereira e Lava Jato chegar a Niterói

A delação, segundo o jornal, também envolve  o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves 

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), homologou nesta terça-feira (13) o acordo de delação do marqueteiro Renato Pereira

Agora, com a decisão de Lewandowski, os depoimentos de Pereira poderão levar à abertura de investigações formais.

Em novembro, o ministro do STF chegou a devolver o acordo para a Procuradoria Geral da República (PGR) fazer adequações nos benefícios concedidos a Pereira.

O acordo de colaboração foi enviado em setembro ao STF, ainda durante o mandato do então procurador-geral da República Rodrigo Janot – o acordo de Pereira, contudo, foi assinado por seu vice à época, José Bonifácio de Andrada.

Lewandowski havia deixado de homologar o acordo para possibilitar a PGR repactuar os benefícios. Os novos termos do acordo ainda não foram divulgados.

Renato Barbosa Rodrigues Pereira é sócio da empresa de propaganda Prole, sediada no Rio de Janeiro.

Delação

O marqueteiro, entre outras denúncias, aponta fraude em um contrato de publicidade, pelo qual a agência Prole recebeu mais de R$ 60 milhões da prefeitura de Niterói.

Segundo o marqueteiro, a licitação foi dirigida para que sua empresa vencesse, depois de haver participado da campanha de Rodrigo Neves à prefeitura de Niterói, que teria pagado o custo do marketing com dinheiro de caixa 2, repassado por um esquema do ex-governador Sergio Cabral.

Segundo ainda Renato Pereira, Cabral bancou metade do custo de R$ 8 milhões da campanha de Rodrigo Neves em 2012. O prefeito também teve entre seus doadores outro condenado pela Lava Jato, o empresário Ricardo Pessoa, dono da Constran, empresa que juntamente com a Carioca Engenharia há cinco anos constrói uma via de nove quilômetros ligando a Região Oceânica a Zona Sul da cidade.  A obra da Transoceânica já consumiu R$ 421 milhões, somados os aditivos ao custo inicial de R$ 310 milhões, mas segundo decisão do Tribunal de Contas do Estado (TCE), a construtora e funcionários da prefeitura terão que devolver aos cofres públicos R$ 11,5 milhões superfaturados.

Segundo o jornal “O Globo”, Pereira também relatou na delação que o ex-prefeito do Rio Eduardo Paes, o ex-governador do estado Sérgio Cabral e o deputado federal Pedro Paulo (MDB-RJ) negociaram diretamente com ele pagamentos em espécie e fora da contabilidade oficial de campanha.

O marqueteiro também disse que foi avisado por Eduardo Paes que receberia de um executivo da Odebrecht R$ 1,2 milhão, em caixa 2, para o marketing da campanha à Prefeitura do Rio em 2012. Segundo Pereira, as licitações municipais também eram fraudadas em favor da Prole.

Em relação a Pezão, ainda conforme reportagem do jornal “O Globo”, Pereira disse que a construtora Andrade Gutierrez usou duas agências de publicidade para repassar R$ 5 milhões à campanha ao governo do Rio em 2014, sem declarar os valores à Justiça Eleitoral.

A delação, segundo o jornal, também envolve a senadora Marta Suplicy (MDB-SP), o ministro do Esporte, Leonardo Picciani (MDB-RJ) e o presidente da Fiesp, Paulo Skaf (MDB).




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