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Justiça determina que BRT retome operação com 80% da frota

A Prefeitura do Rio e a empresa pública Mobi Rio obtiveram  junto ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT) nesta sexta-feira (25), decisão favorável ao retorno do serviço do BRT na Cidade. A desembargadora presidente do TRT, Edith Maria Correa Tourinho, apreciou o pedido de dissídio coletivo protocolado pela Procuradoria do Município e determinou o retorno de no mínimo 80% da frota do sistema BRT, sob pena de multa diária de R$ 100 mil.

Com a paralisação de motoristas do BRT, iniciada na madrugada desta sexta-feira (25), no Rio de Janeiro, milhares de trabalhadores foram obrigados a optarem por ônibus, vans e outros meios de transporte.

Nos bairros da Zona Norte, os coletivos ficaram superlotados, e os pontos de ônibus foram organizados por agentes da Guarda Municipal.

Lucilene Nascimento da Silva, que trabalha como doméstica, fala do cotidiano de dificuldades que encontra no transporte público. “A gente não consegue pegar. Quando pega fogo ninguém vai. Ninguém consegue entrar, porque fica muito cheio. É um desespero, um Deus nos Acuda. Me pegou de surpresa. Tava nem sabendo que o BRT ia parar”, afirmou.

A vendedora Isabela Rocha, de 30 anos, trabalha no comércio de Jacarepaguá, na Zona Oeste. Segundo ela, o BRT facilita no trajeto que, se fosse feito em um ônibus comum, levaria mais tempo. “Eu trabalho em Jacarepaguá e me deparei sem nenhum carro. Liguei para a minha chefe e to vendo como vou conseguir chegar no trabalho. Ele (BRT) facilita bastante. Agora eu vou tentar outro ônibus. Tenho que estar no trabalho às 10h porque eu que abro a loja”, disse.

Com a greve dos motoristas do BRT muitos passageiros migraram para ônibus, vans, táxis e carros de aplicativo. Em Madureira, na Zona Norte da cidade, era possível ver diversas pessoas com celulares não mão solicitando uma corrida. “Íamos para a Taquara e encontramos o BRT fechado. Estamos esperando um carro de aplicativo, normalmente aqui a gente paga R$ 15 e agora está mais de R$ 30. Isso afeta muito meu dia, eu preciso abrir a loja, já tem gente lá esperando eu chegar”, disse a vendedora Camila Gonçalves.

Quem também passou pelo mesmo problema foi o pedreiro Francisco Jorge. Ele mora em Vicente de Carvalho e usa o BRT para se deslocar. O pedreiro conta que tanto nos carros de aplicativo quanto nas vans, já encontrou preços mais altos. “Eu vou ter que pegar o carro de aplicativo para chegar mais rápido no trabalho e está mais caro. Um trajeto que costuma ser R$ 6 está R$ 12 e a van tá cobrando R$ 10, R$ 15 e normalmente é R$ 5. Tá complicado hoje”.

Pelo twitter, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, se manifestou sobre o caso. “A absurda paralisação de hoje do BRT acaba de ser considerada ilegal por decisão da presidente do Tribunal Regional do Trabalho.  Ela determina ainda o imediato retorno de 80% da frota do sistema sob pena de multa diária de 100 mil reais ao sindicato da categoria”, disse Paes.

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