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Greve de caminhoneiros perde apoio de transportadores de combustíveis

O presidente da Associação dos Transportadores de Combustíveis e de Derivados de Petróleo do Rio, Aílton Gomes, divulgou um vídeo no qual anuncia a retirada do apoio da entidade à greve dos transportadores autônomos, programada para essa segunda-feira (1°/11). A decisão foi tomada após encontro com ministro dos Infraestrutura, Tarcísio Freitas, que ofereceu apoio ao grupo com a pauta de reivindicações.

“Diante dessa resistência dos líderes dos transportadores autônomos em aceitar negociações, nós, da parte de transporte de combustíveis e derivados de petróleo, estamos retirando o nosso apoio aos autônomos por motivos de não conversação, ou por motivos de vaidade e ego”, afirma o presidente da associação.

Garantias

Aílton diz no vídeo que sabe da resistência e dos ataques que vai sofrer com a decisão. Segundo ele a posição só foi possível após as garantias que recebeu do ministro. Tarcísio prometeu intervir junto à Justiça e às concessionárias das rodovias para que a pauta de reivindicações seja atendida.

“Qualquer pessoa que quiser me ligar no privado, pode ligar. Estamos nos retirando de qualquer mobilização em cima do transporte de combustíveis. Fui excluído dos grupos da CNTTL (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística) por tentar buscar o alinhamento com os ministérios”, conta.

Ainda segundo Aílton, é preciso que as lideranças dos grupos autônomos seja mais proativa e aceite dialogar, “deixando o ego de lado”. “Quero expressar aqui que os sindicatos das categorias devem se manifestar, em busca de ajustes de frete e do trabalho. PPI (Preço de Paridade de Importação) Pins/Cofins e outros. Há questões que são dos estados, dos governadores”, dispara o líder da categoria.

Ele acrescenta que, com relação ao preço do gás de cozinha e da gasolina, a culpa é dos estados, assumindo o discurso do governo federal we defendendo o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). “Hoje, no Rio, temos um percentual de ICMS muito alto. E isso afeta todo o sistema”, completa.
Greve está programada para esta segunda (1°/11)
Transportadores rodoviários autônomos e celetistas afirmam que vão paralisar as atividades em 1º/11 caso o governo não atenda às reivindicações da categoria. As principais reivindicações são o cumprimento do piso mínimo do frete rodoviário, aposentadoria especial a partir de 25 anos de trabalho e fim da política de preço da paridade de importação da Petrobras para combustíveis.

O governo federal entrou com 35 processos na Justiça para proibir eventual bloqueio de rodovias federais por caminhoneiros. Ao todo, são 24 decisões liminares favoráveis à União, proferidas em 17 estados do país. Os caminhoneiros estão insatisfeitos com a política de preços da Petrobras e a crescente alta do diesel, que acumula aumento de 65,3% no valor do litro neste ano.

 

 

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