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Governo garante que Caio Martins segue como complexo esportivo- Sem shopping

Em audiência pública realizada na noite desta quinta-feira (17), no ginásio do complexo esportivo do Caio Martins, em Icaraí, Niterói, representantes do Governo do Estado, da Prefeitura de Niterói e da sociedade civil organizada se reuniram para debater os próximos passos do espaço, que, durante 25 anos, pertenceu ao Botafogo de Futebol e Regatas. 

Na área onde fica o Caio Martins, em Icaraí, não será construído shopping ou prédio. Essa afirmação foi repetida por várias autoridades presentes à audiência pública.

O secretário de Estado de Esportes, Rafael Picciani, garantiu que isso não vai acontecer.

“Em hipótese alguma. Não precisa de pesquisa para saber qual é o desejo da população. Não haverá construção de shopping, adensando o movimento viário nessa região. Aqui, é um ambiente esportivo e cultural”, sublinhou.

Já a possibilidade da rua Nóbrega vir a passar pelo meio do Caio Martins foi considerada “factível” pelo Secretário estadual de Esporte e Lazer, Rafael Picciani.

Sobre a rua cortando o Caio Martins, foi uma sugestão apresentada publicamente, pela primeira vez, na Oficina Participativa da Lei Urbanística de Niterói que discutiu a região Praias da Baía, realizada na véspera da audiência pública. Teve como porta-voz Jean Pierre Biot, ex-presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi Niterói).

Segundo ele, a Rua Nóbrega, no Jardim Icaraí, seria prolongada para passar pelo meio do Caio Martins até encontrar com a Presidente Backer. Isso é para facilitar o acesso à rua Gastão Gonçalves onde, pela proposta da Ademi, seria construído um túnel para ligar os bairros de Icaraí e São Lourenço.

Representante da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Niterói (Ademi), Bruno Serpa Pinto – que também é professor de Educação Física – fez questão de afirmar que a Ademi não tem “nenhum interesse” em fazer lobby a favor do mercado imobiliário.

“É o meu compromisso. Não há nenhum interesse. Registro também a importância de se ter este espaço aberto ao público, sem muros. É o segundo equipamento mais importante da região, depois do Campo de São Bento”, reforçou. 

o outro assunto mais abordado pelos integrantes da mesa da audiência pública foi a necessidade da realização de uma obra de macrodrenagem para resolver o problema dos alagamentos da região, provocados pela chuva.

A menção à possibilidade dessa questão vir a ser enfrentada foi motivo de aplausos das cerca de 400 pessoas que participavam do evento.

Coube ao deputado Vitor Jr “defender” o tema. O ex-vereador de Niterói preside uma comissão especial na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) que tem o Caio Martins como tema.

Segundo ele, o complexo esportivo é “peça fundamental” para resolver o problema dos alagamentos na região. Justamente por isso, “nenhum governo municipal conseguiu solucionar esse problema” por ser o Caio Martins um equipamento estadual –  o governo do estado não permitia intervenções da prefeitura de Niterói no local.

– Por determinação do Ministério Público, a Prefeitura de Niterói não pode gastar dinheiro com novos projetos de macrodrenagem na área por existir projetos passados que deverão ser avaliados. O projeto que encontramos foi do ex-prefeito Godofredo Pinto – disso Vitor Jr que, ao fazer menção ao MPRJ, se dirigiu à promotora Renata Scarpa (Tutela Coletiva de Defesa da Cidadania do Núcleo Niterói do MPRJ), que integrou a mesa do evento.

Modelo de gestão 

Uma das principais dúvidas da população se refere,  também, ao modelo de gestão. 

Segundo Lessa, o Estado “se reserva ao direito de debater a melhor forma de gerir o espaço”. 

“Tenho certeza que as lideranças estaduais farão isso, pensando no que for melhor para a cidade de Niterói. E lembrar que, depois de um período fechado, por conta da pandemia, as obras começaram no ano passado, com grandes intervenções”, lembrou, enumerando o que já foi entregue: a praça da frente e as piscinas. 

“A segunda fase já está em execução. Engloba as quadras do entorno do ginásio, que está praticamente pronto. Todo o telhado foi refeito. Não há mais problemas de goteiras. A iluminação e o piso já foram refeitos”, destacou. 

Questionado sobre qual será, afinal, o modelo de gestão do Caio Martins, o político desconversou. Na última audiência pública, realizada em março, na Câmara Municipal de Niterói, foi aventada a possibilidade de se fazer uma Parceria Público Privada (PPP). 

“Não há uma tendência (de ser uma PPP), mas a gestão é estadual e assim continuará. Evidentemente, o Estado se reserva a pensar no melhor modelo de gestão, internamente”, concluiu. 

Durante a audiência pública foi apresentado um site criado com o objetivo de concentrar as informações relacionadas com as discussões sobre o Caio Martins. Assessor especial do governador do Rio de Janeiro, o ex-vereador de Niterói, Bruno Lessa, explicou que a iniciativa tem como objetivo ampliar a participação popular na discussão a respeito do futuro do complexo esportivo.

Ele informou a data da próxima audiência pública: 26 de setembro, também às 18h, na Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), na rua General Andrade Neves 31, no Centro.

– A discussão sendo feita no Centro mostra que o Caio Martins não pertence a um bairro, mas a toda a cidade – justificou.

Antes, em 2 de setembro, o Caio Martins vai sediar uma edição do programa RJ Para Todos, com oferta de serviços gratuitos para a população. São eles: emissão de identidade e agendamento de habilitação, emissão de certidão de nascimento e casamento, cadastro para carteira de trabalho, corte de cabelo, aferimento de pressão e glicose e cadastro para oportunidades de emprego com o Sine-RJ.

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