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Funcionários públicos cobram por reajuste salarial

A União tem até o fim da semana para decidir sobre o aumento salarial das forças de segurança e dos demais funcionários públicos federais, porque a legislação proíbe reajustes nos 6 meses que antecedem as eleições. Por isso, o funcionalismo pressionará o governo nos próximos dias para cobrar o reajuste.

Trabalhadores de diversos setores da administração pública federal preparam paralisações e protestos para cobrar a recomposição da inflação acumulada no governo de Jair Bolsonaro (PL) nesta semana. O movimento pede um aumento salarial de 19,99% e já afeta a publicação de indicadores do BC (Banco Central).

AMEAÇA DE GREVE
O presidente do Sinal (Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central), Fabio Faiad, disse que os funcionários do BC estão paralisando suas atividades toda tarde, desde 17 de março, para cobrar reajuste salarial e reestruturação de carreira.

Além disso, o grupo fará uma assembleia nesta 2ª feira (28.mar.2022) para decidir se entra em greve a partir de 1º de abril. Também devem discutir a entrega de cargos de comissão.

MAIS PARALISAÇÕES

Na 3ª feira (29.mar.2022), são os funcionários da Secretaria de Orçamento Federal que prometem paralisar suas atividades. Já os funcionários do Tesouro Nacional farão uma assembleia para discutir o início de uma operação-padrão e a entrega de cargos de comissão a partir de 4ª feira (30.mar.2022). Assim como acontece no BC, o movimento do Tesouro Nacional pode levar ao atraso de dados importantes para o mercado.

PROTESTOS EM BRASÍLIA
Além das paralisações, estão previstos protestos nos próximos dias em Brasília. Também será feita uma vigília na frente do Ministério da Economia na 6ª feira (1º.abr.2022). Este é o dia em que o governo disse que dará uma resposta sobre o reajuste salarial.

O protesto é organizado pelo Fonasefe (Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais), mas também haverá uma manifestação dos auditores-fiscais da Receita Federal na 3ª feira (29.mar). Os auditores, contudo, têm um pedido diferente: a regulamentação do bônus de eficiência da categoria.

NAS MÃOS DE BOLSONARO
O governo reservou R$ 1,7 bilhão do Orçamento de 2022 para o reajuste salarial das forças de segurança federais. A verba foi mantida mesmo com o bloqueio de parte do Orçamento, mas não é suficiente para atender todas as categorias que pedem o aumento. O presidente Jair Bolsonaro (PL), por sua vez, sinaliza que ainda não desistiu de cumprir a promessa feita aos policiais.

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