Estado

Esposa e filha de Mario Frias são expulsas de hotel no Rio por falta de comprovante de vacinação

O secretário especial de Cultura do governo federal, Mario Frias, se revoltou ao saber que sua esposa, Juliana Camatti, e a filha mais nova, Laura, “foram expulsas” de um hotel no Rio de Janeiro por não apresentarem passaporte vacinal contra a Covid-19.

Em seu perfil no Twitter, Frias disse que viajou até a capital fluminense a trabalho e foi surpreendido com a determinação do hotel de não hospedar Juliana e Laura. Sem citar nominalmente o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), o secretário se referiu ao político como um “burocrata de merda” que “se comporta como um tirano de bordel”.

“Estou viajando a trabalho, quando recebo a notícia de que minha esposa foi expulsa de um hotel no Rio de Janeiro, junto com minha filha de 10 anos, porque não tinham essa porcaria criminosa do passaporte de vacinação”, iniciou Mario Frias.

“Descobri que isso se deu por causa de um decreto criminoso, onde um burocrata de merda se comporta como um tirano de bordel. É inacreditável o rumo que o mundo está tomando! Um merda inútil ter a coragem de impedir minha família de ter um teto para dormir às 21h da noite é criminoso. O mais revoltante é que, enquanto eles tratam o povo como escravo, estão por aí farreando e bebendo, como canalhas hipócritas que são”, completou o secretário, ressaltando que irá processar os responsáveis por esse ato”.

Paes rebate

Em sua conta no Instagram, o prefeito Eduardo Paes, ironizou o secretário especial de Cultura do governo Bolsonaro.

A exigência de um passaporte de vacinação foi reforçada pela prefeitura do Rio de Janeiro, por meio de um decreto publicado no início de dezembro, que determina a obrigatoriedade da comprovação da imunização contra o Coronavírus em dia para ter acesso a espaços fechados como hotéis, shoppings, restaurantes e bares, entre outros. A medida visa impedir a disseminação da doença e também reforçar a necessidade da vacinação.

A medida criticada por Mario Frias também já foi alvo de reclamações do presidente Jair Bolsonaro (PL), que já chegou a ameaçar vetar projetos de lei que sejam aprovados no Congresso Nacional sobre a obrigatoriedade do passaporte vacinal. Tanto o chefe do Executivo Federal quanto o secretário especial de Cultura são negacionistas da gravidade da pandemia de coronavírus.

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