QUAL É A BOA Teatro

ESPETÁCULO IFANTOJUVENIL VALORIZA IDENTIDADE NEGRA

Após temporada de casa cheia no Rio, "NUANG - Caminhos da liberdade" estreia em Niterói, a partir deste sábado (23)

Espetáculo conta a história de uma menina africana aguerrida que reconhece os seus valores apesar do racismo

Os atores de “NUANG – Caminhos da liberdade” estão realmente a todo vapor. Depois das apresentações com lotação máxima em todos os dias da programação no Teatro Ruth de Souza, no Parque das Ruínas, no Rio de Janeiro, eles estreiam no Teatro da Universidade Federal Fluminense, em Niterói, integrando a reabertura do Centro de Artes, a partir deste sábado (23), às 16h. O espetáculo conta a história de uma menina africana aguerrida nascida no Reino de Uthando, e que reconhece os seus valores apesar do racismo.

O elenco da peça infanto-juvenil também entra em cena nos dias 24 e 30 de abril e 1º de maio. “Queremos chegar ao máximo de pessoas possível. ‘NUANG’ é uma história que fala sobre trajetórias, encontros e cruzamentos, então ir para Niterói é justamente poder abraçar as pessoas que por muitos motivos não vem ou podem vir ao Rio de Janeiro. Isso facilita o acesso dessas e a nossa expectativa é centralizar”, ressaltou a diretora Tatiana Henrique.

De vento em popa, após atrair um público expressivo na cidade maravilhosa, Tatiana está otimista para as próximas apresentações. “As nossas histórias podem ocupar todos os espaços, estar nos ouvidos de várias crianças e pessoas. Nós queremos encontros. A gente quer encontrar a população de Niterói e das redondezas”, afirma.

Responsável com o seu povo e carregando consigo os ensinamentos de sua comunidade mesmo em meio às violências vivenciadas, Nuang não foge da luta quando o assunto é combater o racismo. Neste sentido, no palco há uma estética africana e afro-brasileira das máscaras, musicalidade e narrativas, que se misturam à vida da menina. Elaborado através do livro original de Janine Rodrigues, a atriz e diretora Tatiana Henrique acredita que o espetáculo reforça a importância do fortalecimento sobre ancestralidade. “Viver esse espetáculo significa dizer para as crianças de hoje, nossos ancestrais de amanhã, tudo aquilo que eu queria ter reconhecido quando criança, mas ninguém tinha como me contar, porque os nossos mais velhos tinham sido ensinados a esquecer também”, destacou.

Além de provocar discussões em torno de temas que ainda permeiam a sociedade de forma agressiva, como a discriminação racial e intolerância religiosa, “NUANG – Caminhos da liberdade” fortalece a urgência da aceitação e do amor a si mesmo. De forma lúdica, porém, cirúrgica, o espetáculo enfatiza a necessidade do olhar cuidadoso que o negro deve ter sobre si, seu povo e sua história.

De acordo com Tatiana, se engana quem enxerga a Nuang como uma menina escravizada. Muito pelo contrário, ela, tão jovem, mostra o espírito de liberdade que habita em seu ser, apesar dos desafios impostos em sua trajetória. “Mesmo com os obstáculos do tempo histórico que a cerca, ela relembra a beleza de sua existência, de onde ela veio, do pertencimento. Nuang é a história de uma menina livre, totalmente consciente do que ela é. É uma história de amor à cultura, a si mesma, de amor aos seus valores e beleza que ela carrega”, pontuou a diretora.

Após apresentações no 16º Festival Internacional de Teatro do Cazenga (FESTECA), em Luanda, na Angola; no Teatro Ruth de Souza e no Museu do Pontal, “NUANG – Caminhos da liberdade” sobe ao palco do Teatro da UFF, em Niterói, nos dias 23, 24 e 30 de abril e 1º de maio, sempre às 16h.

Serviço

Gênero: Narrativo infantojuvenil

Duração: 60 minutos

Dias: 23, 24, 30 de abril e 1º de maio, sábados e domingos, às 16h

local: Teatro Uff Niteroi – Rua Miguel de Frias, 9 – Icarai – Niterói

Ingressos: R$20,00, inteira; R$10,00, meia-entrada

Ficha técnica:

Livro original de Janine Rodrigues

Atuação: Hebert Said, João Pedro Zabeti, Samara Costa e Tatiana Henrique

Concepção, direção e texto adaptado: Tatiana Henrique

Figurino e Cenografia: Carla Costa

Assistência de figurino: Cássia Salles

Máscaras: Rodrigo Sangodaré

Direção Musical: Lwiza Gannibal

Preparação vocal: Lilian Valeska

Composições: Lwiza Gannibal e Tatiana Henrique

Iluminação e Operação de luz: Thayssa Carvalho

Tradução em LIBRAS: JDL Traduções

Arte “Nuang”: Lukas Stonem

Assessoria de Imprensa: Laís Monteiro/Monteiro Assessoria

Apoios: Centro de Teatro do Oprimido, Goethe Institut, JDL traduções, Movimento Moleque, Piraporiando

Realização: Obalufônica e Humus

Patrocínio: Governo Federal, Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro

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