Carnaval QUAL É A BOA

Comissão Especial recomenda passaporte sanitário para a realização do Carnaval no RJ

Um levantamento realizado pela Comissão Especial de Carnaval da Câmara dos Vereadores indicou a possibilidade da realização do Carnaval 2022, graças ao avanço da vacinação contra a Covid-19 na cidade. Segundo especialistas consultados pela Comissão, a “viabilidade do Carnaval na cidade” é real, mas ainda requer cautela.

O vereador e presidente da Comissão Especial de Carnaval, Tarcísio Motta (PSOL), ressaltou, nesta sexta-feira (19), que os índices e velocidade da vacinação na cidade e no Estado do Rio são bem diversos do restante do Brasil. Algo que requer cuidados especiais em se tratando de uma festa de grandes aglomerações, como o Carnaval.

Ainda assim, todos os cuidados tomadas para debelar a pandemia resultaram, não somente no arrefecimento da mesma, mas também de outras doenças de caráter respiratório. Dados levantadas pelos especialistas da Comissão Especial de Carnaval revelam que as crianças atendidas com sintomas gripais, têm apresentado PCR negativo para a covid-19.

O passaporte sanitário foi lembrado como uma ferramenta importante para a segurança da população em geral, e também dos foliões – os mais expostos durante os festejos de Momo. Para Daniel Soranz, secretário Municipal de Saúde do Rio, a cobrança do documento a turistas estrangeiros deve ser feita pelo Ministério da Saúde de forma a evitar novas ondas pandêmicas, como vem ocorrendo no continente europeu. “Já estamos apreciando essa situação e vamos definir nas próximas semanas se mantemos o passaporte vacinal, se aumentamos a cobrança a outros setores da sociedade ou se vamos alcançar uma cobertura vacinal tão alta que ele não será mais necessário”, pontuou o secretário.

A posição de Soranz encontra eco na avaliação do epidemiologista da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Roberto Medronho, que também faz parte da Comissão Especial de Carnaval, e é favorável à obrigatoriedade do passaporte vacinal para os turistas. Ele recomenda que o documento deve ser exigido em aeroportos, rodoviárias, hotéis, clubes, além dos bares e restaurantes. “Assim, exporemos ao mínimo risco do carioca adoecer e eventualmente morrer de Covid-19”, declarou Medronho.

Na avaliação das autoridade municipais até o início do Carnaval mais da metade da população adulta tenha recebido doses de reforço da vacina contra a covid-19. “No Carnaval, praticamente 70% da população adulta vai estar vacinada com a terceira dose se acompanharmos esse período de cinco meses. Além da cobertura que temos hoje, os ótimos indicadores que temos hoje, vamos ter uma dose de reforço adicional, que poucos países tiveram quando liberaram todas as atividades”, afirmou Soranz.

 

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