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Augusto Aras dá murro na mesa e parte para cima de procurador em sessão do MPF

O procurador-geral da República (PGR), Augusto Aras, protagonizou uma cena insólita durante sessão do Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) nesta terça-feira (24): o chefe do MPF se irritou com um procurador, bateu na mesa, se levantou e “partiu” para cima do colega.

Aras quase chegou às vias de fato quando o subprocurador-geral da República Nívio de Freitas discordou de regras apresentadas por ele para a eleição de membros para as Câmaras de Coordenação e Revisão do MPF.

“Eu gostaria que Vossa Excelência respeitasse a direção dos trabalhos. Conselheiro Nicolao está falando e eu estou ouvindo. Respeite a direção dos trabalhos”, disse o PGR, já visivelmente irritado.

Outro subprocurador toma a palavra e Aras, novamente, intervém falando em “bagunça”. Nívio de Freitas, então, rebate: “Bagunça mas Vossa Excelência também interferiu quando o colega estava falando. Então se Vossa Excelência quer respeito, me respeite também”.

O chefe do MPF, então, diz que o colega “não é digno de respeito”, dá um murro na mesa, se levanta e caminha furioso em direção a Nívio. O PGR teve que ser contido por colegas e a transmissão da sessão foi interrompida.

Augusto Aras foi contra 74 pedidos de investigação contra Bolsonaro e a favor só de 1

Um engavetador para chamar de seu: desde que tomou posse, procurador-geral Augusto Aras foi contra 74 pedidos de investigação contra Bolsonaro e a favor de apenas 1, mostra levantamento.

Sob o comando de Augusto Aras, a Procuradoria-Geral da República (PGR) teve a oportunidade de se manifestar em ao menos 90 pedidos de investigação apresentados ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra o presidente Jair Bolsonaro (PL). Em 74 deles, a PGR foi contrária à investigação do presidente. Em nota, Aras disse que sua atuação é técnica e considera “indevida, ilações de alinhamento com quaisquer partes envolvidas nos casos”.

Dos 90 pedidos de investigação já apresentados, a PGR se manifestou em 77 deles. Em apenas um caso, a Procuradoria-Geral da República foi favorável à abertura de inquérito contra o presidente: a investigação de possível prevaricação de Bolsonaro na negociação pela compra da vacina indiana Covaxin. Uma vez aberto o inquérito, porém, a PGR se manifestou pelo seu arquivamento.

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