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A pandemia e o novo cenário para moradias

Entenda os impactos causados pela pandemia e a mudança de mentalidade dos brasileiros que têm influenciado a escolha de novos tipos de moradia, saiba a seguir!

Dalton Ribeiro
A pandemia e o novo cenário para moradias
Entenda os impactos causados pela pandemia e a mudança de mentalidade dos brasileiros que têm influenciado a escolha de novos tipos de moradia, saiba a seguir!

Dentre todos os efeitos e mudanças causadas pela chegada da pandemia no Brasil, um dos mais impactantes, provavelmente, pode ser atribuído ao fato de que as pessoas precisaram passar mais tempo em casa.

Isso significou não só uma alteração brusca na rotina – principalmente para quem costumava trabalhar fora -, mas também desencadeou uma série de consequências relacionadas à convivência, conforto e bem-estar.

Com a extensão da quarentena, e consequentemente do trabalho home office, houve um aumento da insatisfação com as moradias, uma vez que os lares passaram a ser vistos com outros olhos.

A pandemia e o mercado imobiliário
Ao contrário do que muitos pensam, o mercado imobiliário não sofreu efeitos negativos com a chegada da pandemia. Na verdade, pode-se dizer que, ao menos nos últimos dois anos, o cenário se mostrou até mais otimista do que antes.

Segundo dados de uma pesquisa realizada pelo Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo (Secovi-SP), cerca de 47 mil novos imóveis foram vendidos na soma do primeiro semestre de 2020 e 2021.

Estes números indicam que a população está investindo no setor imobiliário, visando encontrar melhores opções de moradia, uma vez que a necessidade de ficar mais tempo em casa ampliou os horizontes.

Porém, este não é o único motivo pelo qual as pessoas estão buscando novas alternativas de moradia. O cenário econômico, bem como as alterações na renda familiar também são causas apontadas para tal movimentação.

Por que as pessoas aproveitaram o momento para se mudar?

A busca por conforto, comodidade e espaços maiores, sem dúvidas, são os principais motivadores para encontrar um novo lar.

Mas, principalmente quando falamos em grandes metrópoles, também estão envolvidos outros fatores decisivos para encarar uma mudança, principalmente, em meio a uma pandemia. E dentre algumas delas podemos citar:

Valor do aluguel
Segundo o Índice QuintoAndar divulgado recentemente, o preço médio do aluguel em grandes capitais como São Paulo e Rio de Janeiro aumentou expressivamente nos últimos meses e chegou ao maior patamar desde o início da pandemia.

Isso significa que o valor do metro quadrado está bem mais alto do que costumava custar antes da chegada da Covid-19. Este cenário reflete diretamente no bolso dos brasileiros, que, diante dessa situação, precisaram buscar alternativas mais em conta de moradia.

Os bairros mais bem localizados – aqueles mais próximos aos centros urbanos e centros comerciais – foram os mais impactados pela alta do valor do aluguel. A opção mais viável, tem sido encontrar imóveis mais afastados das regiões centrais.

Taxa de juros
Em contrapartida, os juros para compra e financiamento de imóveis se mostraram mais favoráveis desde março de 2020. Com a conscientização da importância de ter uma casa própria e a valorização do lar, o aumento na aquisição foi realmente expressivo.

Especialistas atribuem essa movimentação a um senso de urgência despertado pela pandemia, uma vez que ter a estabilidade de não pagar aluguel é colocada em pauta nos tempos de crise financeira.

Com parcelas mais baixas e infinitas opções disponibilizadas pelas construtoras, realizar o sonho da casa própria se tornou mais palpável para muitos brasileiros.

Diminuição de renda
Outro fator responsável pelo aumento das mudanças de casa na pandemia, a diminuição da renda familiar, bem como o desemprego que assola o país, forçou a população a encontrar opções mais viáveis de moradia.

Segundo os dados do IBGE, são cerca de 13,5 milhões de desempregados no Brasil, que precisaram adaptar-se à nova realidade. Como consequência, a busca por imóveis menores e mais baratos se tornou a saída para muitas famílias brasileiras.

Home office
Como já citado, no auge da pandemia boa parte dos brasileiros que não faziam parte do grupo de trabalho essencial tiveram de se adaptar ao home office.

O trabalho remoto fez com que muitos repensassem suas prioridades e sua forma de viver. Surgiu daí a busca por imóveis que proporcionam maior qualidade de vida, mais conforto e comodidade.

Aspectos relacionados ao espaço livre, ventilação natural, áreas externas e áreas de lazer são os mais levados em consideração na hora de escolher um novo lar.

Soluções para além da mudança
Embora a movimentação no mercado imobiliário tenha sido expressivamente alta nos últimos meses, há aqueles que ainda preferem encontrar outras soluções e dar uma cara nova para o seu lar.

Segundo uma pesquisa realizada pela Casa do Construtor e AGP, cerca de 68% dos brasileiros realizaram algum tipo de reforma em casa nos últimos 12 meses.

A pesquisa ainda aponta que a ressignificação do lar foi apontada como um dos principais motivos para as tais mudanças.

Soluções em self storage ou, como também é conhecido, o guarda tudo em São Paulo, também aumentaram nos últimos tempos, sendo uma alternativa viável para alocar os pertences durante a reforma e também para liberar espaço em casa de forma permanente.

O fato é que com a pandemia, inúmeros motivos surgiram ou foram ampliados, assim, influenciando numa tendência imobiliária que pode durar por um tempo considerável.

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