Há 50 anos, em 15 de março de 1975, os mapas do Brasil mudaram com a fusão dos estados da Guanabara e do Rio de Janeiro. Essa ideia começou a ser discutida na década de 1950, durante o governo do presidente Juscelino Kubitschek. Ele queria que essas áreas se tornassem uma região metropolitana. Apesar de haver apoio de grupos como a Federação das Indústrias, a fusão não aconteceu na época por causa de oposição política. Muitos achavam que isso poderia diminuir seu poder.
Nos anos 1960, o estado da Guanabara teve grandes investimentos, mas não se uniu ao Rio. Segundo Mauro Osório, um especialista no assunto, isso acabou aumentando desigualdades na região. Em 1975, a fusão foi feita sem muito debate, durante a Ditadura Militar, como parte de uma estratégia para diminuir a influência política da Guanabara.
Osório acredita que a fusão era necessária, mas critica a forma como foi feita. Ele diz que os problemas econômicos que o estado enfrentou depois não estão relacionados à fusão, mas à política do período. Para o futuro, ele sugere que, em 2025, o estado do Rio deve ser discutido de forma mais integrada e sem práticas políticas clientelistas. É importante debater questões como a taxa de mortalidade materna e o desemprego entre os jovens, que continuam altos.