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Wilson Witzel anuncia primeiros secretários e diz que quer transformar turismo no ‘novo petróleo’ do Rio

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Em entrevista coletiva realizada na tarde desta sexta-feira na sede do Fecomércio, Wilson Witzel e sua equipe de transição anunciaram os primeiros nomes do próximo governo. O governador eleito afirmou também que pretende transformar o turismo no “novo petróleo” do Estado.

“O turismo do Rio é o nosso novo petróleo. É um PIB que cresce 4,5%, 5% no mundo. O desafio que temos é gigantesco. O Rio tem potencial de receber um milhão de turistas por mês. Podemos ter ao longo do ano 12 milhões, o que ainda ficaria muito aquém de cidades como Nova York e Paris, com mais de 20 milhões”, disse, ao anunciar, no auditório da Federação do Comércio do Estado (Fecomércio), o secretário de Turismo: o deputado federal Otávio Leite (PSDB), que não se reelegeu em outubro.

O secretário de Governo será Gutemberg de Paula Fonseca, ex-árbitro de futebol. Gutemberg trabalhou na comunicação digital da campanha e tem relação de proximidade com o presidente eleito, Jair Bolsonaro.

Outro nome anunciado foi o de Cássio Coelho, funcionário concursado do Tribunal de Justiça, como novo diretor do Procon, órgão subordinado à secretaria de Governo.

O novo governo do Estado será norteado por “boas práticas da gestão empresarial”, com uma área de compliance (que garanta que todas as ações estejam dentro das leis) e a cobrança de metas das secretarias, que serão enxugadas, segundo o coordenador da transição, o empresário José Luiz Cardoso Zamith.

“A ideia é de implementar na gestão pública boas práticas do mercado privado, da gestão empresarial: uniformizar indicadores de performance e governança e gerar cobrança em todas as pastas com base naquilo que o governador espera e naquilo com que se comprometeu com a população”, apresentou Zamith.

Witzel não divulgou ainda os nomes mais aguardados: o do secretário de Fazenda e Planejamento e os dois responsáveis pela área da Segurança Pública – um da Polícia Civil e outro da Militar (ele quer extinguir a estrutura da Secretaria de Segurança). O procurador-geral do Estado deve ser divulgado na próxima semana.

O governador eleito afirmou que irá requerer o ressarcimento do erário por prejuízos da corrupção. Sobre o Ministério Público (MP), sinalizou simpatia pela permanência do procurador-geral de Justiça, Eduardo Gussem, e disse que aceitará a lista ou o nome único que lhe for encaminhado.

Alerj

Instado a comentar a devassa na Assembleia Legislativa (ALerj), com a prisão de dez deputados acusados de corrupção, cinco reeleitos, pela Operação Furna da Onça, da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público Federal (MPF), nesta quinta-feira, 8, Witzel afirmou que espera que não haja “novos sobressaltos” na Casa para que sejam apreciados pelos deputados o orçamento para 2019 e a situação de calamidade financeira do Estado.

Segundo a PF, os parlamentares lotearam o Estado, em especial o Departamento de Trânsito (Detran), num esquema de propina com o ex-governador Sérgio Cabral (MDB). Um deputado do partido de Witzel, o PSC, Chiquinho da Mangueira, está entre os presos. Sobre isso, o novo governador disse confiar no Poder Judiciário e que a posição diante da Alerj é de “neutralidade”. Outro deputado preso, André Correa (DEM), era pré-candidato a presidente da Assembleia e até então contava com o apoio da base de Witzel como possível nome.

O futuro governador reafirmou ter “tolerância zero” com corrupção e que no governo estadual haverá um setor de “governança corporativa” para que haja o “máximo de transparência”. Declarou também que a transição não é afetada pela prisão do secretário de Governo do Estado, Affonso Monnerat, auxiliar do governador e Luiz Fernando Pezão (MDB). Monnerat também foi capturado na operação da PF de quinta-feira. Ele liderava a transição pelo lado da administração estadual atual.

Ao tratar das “negociatas” no Detran, Witzel confirmou que as vistorias veiculares como existem hoje serão extintas. “Vamos passar a fazer na rua. Aleatoriamente, vamos escolher veículos para serem vistoriados, como o poder de polícia permite. A circulação de veículos em má conservação deve ser fiscalizada pelo Estado. Podemos fazer junto com a blitz da Lei Seca. Quando fizer a verificação do teor alcoólico do motorista, verifica a capacidade de rodagem do veículo.”

Outsider

Ex-juiz federal, o novo chefe do Executivo estadual fez campanha com discurso de “outsider”. Foi a primeira disputa para um cargo eletivo. Depois de vencer, disse que “estava” governador. Witzel sempre prometeu um secretariado de “perfil técnico”, sem indicações políticas, ao sustentar que o “único compromisso” é com o povo do Estado, e não com partidos, e argumentar que escolheria os auxiliares após análise de currículos e de declarações públicas.

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