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Viradouro e Porto de Pedra brilham no 1º dia de desfiles da Série A no Rio

 Capturar2  Porto da Pedra

A Unidos do Porto da Pedra, terceira a desfilar, fez uma homenagem ao palhaço Carequinha. Ele passou a maior parte da vida na cidade de São Gonçalo, na Região Metropolitana, onde morreu em 2006, aos 90 anos.

Músicas famosas na voz de Carequinha foram citadas no samba e ganharam referências também nas alegorias. A comissão de frente, com bailarinos e acrobatas fantasiados como palhaços famosos como Bozo, Patati, Patatá, Vovó Mafalda, Pimentinha e outros levantou a plateia na Marquês de Sapucaí ao encenar picadeiros de circo.    

O ator e artista circense Marcos Frota deu o recado e a bateria do mestre Celinho respondeu com um ritmo forte, dando início ao desfile da Porto. Já no abre alas, o vermelho da escola foi marcante, contudo sempre acompanhado de uma grande variação de cores. O tigre movia a cabeça e parecia rugir, anunciando que a escola vinha com força e garra na disputa do título da Série A.

A escola de São Gonçalo não teve problemas durante seu colorido desfile e passou pela Avenida dentro do tempo previsto: 54 minutos, um a menos do que o máximo.

Capturar2Unidos do Viradouro
A Unidos do Viradouro foi a antepenúltima a passar pela Sapucaí e terminou o desfile aos gritos de “É campeão”. A escola de Niterói cantou a história da ópera “O Alabê de Jerusalém”, de Altay Veloso, com enredo sobre intolerância religiosa. Um dos destaques foi Kayllane Coelho, de 11 anos. Em junho de 2015, ela levou uma pedrada ao sair de uma cerimônia de candomblé.

Unidos do Viradouro - Paulo Dalagnoli desfila como Jesus no terceiro carro da escola (Foto: G1/Alexandre Durão)                                                                                              Paulo Dalagnoli desfilou como Jesus

 

Com o enredo “O Alabê de Jerusalém: A saga de Ogundana”, do carnavalesco Max Lopes, a escola passou pela Sapucaí dentro do tempo limite.

Paulo Dalagnoli, ator ex-“Malhação”, desfilou como Jesus Cristo, no terceiro carro da escola. “É uma das maiores figuras da história da humanidade. Eu fui buscar orientação para não ferir a religião. Mas o padre afirmou que se eu interpretasse com respeito que Ele merece, não teria problema. É uma homenagem”, afirmou o ator.

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O dourado predominou a primeira parte do desfile da escola e, acompanhando pelo vermelho, que é a cor da Viradouro, deu brilho e fez exaltar o luxo da agremiação. A comissão de frente, coreografada pela dupla Silvio Lengruber e Fernanda Misailidis, cruzou a avenida seguindo o Alabê em sua saga, nas cores vermelho, amarelo e branco, com tecidos esvoaçantes, parecendo asas e que causavam um grande efeito visual. Junto com o Alabê estavam ainda os orixás Oxum e Xangô, bem definidos e representados.

As coreografias também tomaram conta de alas e carro. Na segunda alegoria, estátuas vivas e douradas faziam encenações em determinados trechos do samba-enredo. Já no terceiro carro, que representava a região do deserto e o mercado do Oriente Médio, os componentes encenavam vendas, ajoelhavam em forma de prece e dançavam. Nas alas, segurando estandartes, os componentes também mostraram que estavam bem ensaiados.




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