Valor pago em propina por Eike a Cabral foi repatriado, diz delator

A propina paga pelo empresário Eike Batista ao ex-governador do Rio Sérgio Cabral, avaliada em US$ 16,5 milhões, foi repatriada no ano passado, dentro do programa do governo federal de regularização de ativos no exterior.

A informação foi confirmada pelo operador do mercado financeiro Renato Hasson Chebar, que prestava serviços para o ex-governador, durante depoimento à força-tarefa da Operação Lava Jato.

Vale destacar que o programa de repatriação permitia a anistia apenas de contribuintes que tivessem enviado recursos não declarados ao exterior, mas não dinheiro sujo, oriundo de delitos de corrupção ou caixa dois.

“O escritório [de advocacia], em 2015, adotou os procedimentos para pagamento de multas para regularizar os ativos no exterior, e o colaborador, em 2016, efetuou a repatriação dos recursos, devido à lei de anistia”, afirmou Chebar em depoimento.

Segundo informações do portal G1, com base no depoimento de Chebar, Cabral acabou perdendo quase três quartos dos recursos ilegais obtidos junto ao empresário, repassados por meio de ações da Petrobras, Vale e Ambev, que sofreram desvalorização. Apenas US$ 4,2 milhões, que estavam depositados em uma conta no banco Winterbotham, no Uruguai, teriam sido repatriados, segundo o delator.

O valor final recuperado pela Justiça Federal foi ainda menor, de acordo a Procuradoria: US$ 1,6 milhão.

Repatriação

O programa de repatriação permitiu que recursos não declarados no exterior fossem regularizados mediante multa e imposto de 30%. Ele concedia anistia relativa a crimes de sonegação fiscal, apropriação indébita, tributários, evasão de divisas e lavagem de dinheiro relativa a esses delitos.




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