Transoceânica tem novos prazos de entrega

Está virando novela. Mais um termo aditivo publicado pela prefeitura de Niterói ao contrato com o consórcio responsável pelas obras da Transoceânica inaugura um novo capítulo daquela que já foi considerada por muitos “a maior obra da história da cidade fluminense”. O BRT Transoceânica foi anunciado em 2014 como o principal projeto de reestruturação urbana da cidade.

Desta feita o aditivo publicado pela prefeitura muda o prazo da obra para novembro de 2018, sem alterar o valor. Apesar disso a prefeitura promete manter o prazo de entrega atual, com previsão para o primeiro trimestre do ano que vem.

Este é o sexto aditivo desde a assinatura do contrato. Publicada no Diário Oficial de 20 de maio, a vigência do contrato com as empreiteiras Constran e Carioca Engenharia, que integram o consórcio Transcoeânica, foi ampliada em 16 meses, até 25 de novembro de 2018.

Como justificativa inicial a prefeitura citou a necessidade de obras de dragagem no trecho entre o trevo do Itaipu Multicenter e o mercado Diamante. Três dias após o publicado, a prefeitura alterou o ato administrativo, mantendo apenas a prorrogação do vínculo com as empreiteiras, sem a justificativa da dragagem.

NOVELA FLUMINENSE:

Quando da assinatura do contrato das obras do BRT Transoceânica, em setembro de 2014, a previsão era que a obra completa estaria concluída em setembro de 2016. O prazo foi adiado diversas vezes.

O prefeito anunciou a obra como sendo o primeiro BHLS da América do Sul. BHLS é a sigla em inglês para Bus with High Level of Service, ou “ônibus de serviço de alto nível”. Um sistema como esse existe no Reino Unido, transportando 3,6 milhões de pessoas por ano entre Cambridge, St Ives e Huntingdon.

Prevista para ser realizada em parceria com o governo federal, a obra estava avaliada em R$ 310,9 milhões, suficientes para os 9,3 quilômetros de extensão com 13 estações e dois túneis. O prazo de execução da obra foi anunciado como sendo de 24 meses. A capacidade do BRT (ou BHLS, ou ainda BHS como agora é chamado) está prevista para transportar 80 mil passageiros por dia.

Passados mais de dois anos e meio e sete reajustes, o projeto (prometido para setembro de 2016), ficou mais caro: R$ 384,8 milhões, um aumento de 24%. E o mais caro pode encarecer mais: o contrato firmado com o Consórcio Transoceânico inclui apenas duas das 13 estações de embarque previstas para o corredor de ônibus. Para construí-las (as outras 11 estações), a prefeitura deve aplicar cerca de R$ 36 milhões, oriundos do empréstimo com a Cooperação Andina de Fomento (CAF). O valor final da obra pode passar de R$ 420 milhões.

Veja vídeo produzido pela Prefeitura de Niterói sobre o projeto da Transoceânica:




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