Sérgio Cabral admite prática de caixa 2 em campanhas

Réu em doze ações no âmbito da Operação Lava-Jato, o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, admitiu a prática de caixa 2 em campanhas, o que, segundo ele, acontece no Brasil há décadas.

Ele e outros dois réus na Operação Mascate, que investiga o crime de lavagem de dinheiro, foram ouvidos pelo juiz federal Marcelo Bretas. O político aproveitou para se defender das acusações de que receberia 5% dos valores dos contratos firmados com o Governo do Estado.

O sócio do político, Carlos Miranda, optou pelo silêncio. Considerado um dos operadores do esquema que desviou mais de 200 milhões de reais dos cofres públicos, ele está preso desde novembro do ano passado, assim como o peemedebista.

O ex-assessor de Cabral, Ary Ferreira da Costa Filho, admitiu ter acompanhado a entrega de propina da rede de supermercados Prezunic e da cervejaria Itaipava. O valor seria de mais de 5 milhões de reais de cada.

Ary Ferreira alegou ter recebido entre 9 e 10 milhões de reais em sobras de campanha, e disse ter comprado imóveis e carros para fazer o dinheiro circular. O ex-assessor, preso desde fevereiro, afirmou ter coordenado diversas campanhas do PMDB, incluindo as do ex-prefeito Eduardo Paes e do Governador Luiz Fernando Pezão. Sérgio Cabral vai ser ouvido outras duas vezes nesta semana. A ex-primeira dama do Rio, Adriana Ancelmo, também deve prestar depoimento.




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