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Riotur desiste de fazer desfiles na Arena dos Blocos no carnaval

A Riotur desistiu de realizar os desfiles do carnaval de rua na chamada Arena dos Blocos, no Parque dos Atletas, na Barra da Tijuca. A prefeitura decidiu adiar a inauguração do polêmico ‘blocódromo’ para julho, quando será realizado uma espécie de carnaval fora de época. Segundo o presidente da Riotur, Marcelo Alves, a decisão foi tomada após consulta aos representantes da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH) e de outras entidades que representam o setor turístico.

– Os números da ocupação hoteleira do Rio no Carnaval já estão bastante satisfatórios. Conversamos com patrocinadores e a ABIH, e decidimos transferir a festa para o meio do ano. A decisão é estratégica. Em julho, há menos atividades. Poderemos reviver o ambiente do carnaval no meio do ano. E com certeza atrairá mais turistas para a cidade no meio do ano – disse o presidente da Riotur, Marcelo Alves.

A decisão foi comemorada pelos representantes de blocos de rua da cidade. Para Rita Fernandes, presidente da Sebastiana, que representa 11 blocos, a ideia do blocódromo é um equívoco:

– Desde que essa ideia surgiu achamos que era um equívoco. O Rio não precisa de um lugar na Barra da Tijuca pra juntar o carnaval, os blocos já estão espalhados pelas ruas, que é onde eles devem estar. Se vai fazer palco tem que ser na cidade toda, não pode ser um só, tem que ter um na Lapa, outro em Madureira, jamais um único na Barra. Seria muito dinheiro gasto numa ação sem nenhuma conversa antecipada com quem faz o carnaval. Só comemoramos essa decisão, é uma vitória do carnaval de rua.

A iniciativa de promover desfiles no Parque dos Atletas em uma agenda paralela ao carnaval de rua se transformou em motivo de polêmica. Isso porque a ideia da prefeitura previa pagamento de cachê para blocos, bem como a criação de áreas vips, distribuição de pulseiras entre frequentadores selecionados e o isolamento das atrações por cordas, em um modelo que guarda semelhança com o carnaval da Bahia. A Riotur, por sua vez, vinha negando que a intenção seria imitar a festa baiana, mas criar uma atração adicional para a cidade.

Com a decisão, a licitação para escolher a empresa que faria a montagem das estruturas do evento, que aconteceria entre os dias 10 e 14 de fevereiro, foi cancelada. O projeto previa gastos de mais de R$3 milhões. A Riotur argumentava que o dinheiro vinha de patrocinadores. A portaria suspendendo a concorrência foi publicada na edição desta terça-feira do Diário Oficial.




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