Protesto e confusão no Centro do Rio

Rio de Janeiro – Confronto durante manifestação de funcionários da Cedae e servidores de outras categorias nas ruas em frente à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) (Fernando Frazão/Agência Brasil)

Um ato de servidores estaduais terminou em confronto e tumulto em frente à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), no Centro do Rio, na tarde desta quinta-feira. Eles estavam desde cedo no local para protestar contra o projeto de privatização da Cedae. Policiais e bombeiros também participaram do movimento para pedir melhores condições de trabalho e pagamento dos salários atrasados. Segundo relatos, PMs usaram balas de borracha e gás lacrimogêneo para dispersar o grupo.

Em nota, a polícia informou que um “grupo de mascarados” atirou pedras, rojões e coquetéis molotov contra as equipes de segurança no entorno da Alerj. A corporação destacou que seis PMs foram feridos e levados para o Hospital Central da Polícia Militar (HCPM). Um homem foi preso por jogar pedras nos policiais.

“A Polícia Militar apreendeu grande quantidade de rojões com manifestantes. Também foram incendiadas duas agências bancárias em ruas próximas ao Palácio Tiradentes”, completou.

Houve muita correria e os manifestantes colocaram barricadas em vias próximas da Alerj, por volta das 15 horas. Um grupo chegou a incendiar uma agência bancária. Por segurança, um dos acessos da estação da Carioca foi parcialmente interditado e o funcionamento do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) também foi interrompido.

Outro confronto mais violento aconteceu volta das 17 horas, quando ocorreu um dos momentos mais tensos do dia: um homem carregando uma cangalha com fogos de artifício disparou os rojões em direção às tropas de segurança.

O Centro de Operações Rio informou que algumas vias precisaram ser fechadas, como a Rua Primeiro de Março, a Avenida Rio Branco e a pista lateral da Avenida Presidente Vargas. Os motoristas encontram retenção e congestionamento na região do Centro. Agentes da Força Nacional e do Batalhão de Choque (BPChq) estão no local para reforçar o policiamento.

Durante o protesto, a PM chegou a ser “provocada” pelos servidores, já que mutios deles também são da Segurança. “Sargento, vem com a gente. Larga a viatura e vem com a gente na manifestação. É nossa! Estamos todos juntos na luta!”, gritavam os participantes.




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