Prefeitura de Niterói descarta risco no mergulhão

A Prefeitura de Niterói afirmou nesta terça-feira (3) que não existe risco de queda do Mergulhão Ângela Fernandes, na Av. Marquês do Paraná, ao contrário do que sugere matéria publicada pela imprensa e que tem gerado repercussão nas redes sociais. Nesta terça o prefeito Rodrigo Neves divulgou um vídeo no Facebook da prefeitura para desmentir a informação.

“O suposto laudo foi feito pela empresa que iniciou a obra do mergulhão na administração passada. Essa mesma empresa que, logo no início de suas atividades, foi declarada inidônea pela gestão anterior à minha, reclama R$ 5 milhões a título de ressarcimento por projetos não executados, enquanto a área técnica da prefeitura deixa claro que ela não faz juz sequer a R$ 150 mil. Quando a obra estava parada, fizemos um projeto executivo e um reforço estrutural, além de concluirmos uma análise pericial e judicial que constatou não haver risco na via”, declarou no vídeo.

Rodrigo reconheceu que existem defeitos, porém afirmou que não apresentam riscos à estrutura: “A obra do mergulhão possui imperfeições por ter sido mal iniciada, como a saída da Rua Dr. Celestino, que precisa ser ampliada. Também vamos fazer uma melhoria em seu traçado, implantando uma cobertura na via. Ainda não fizemos essa intervenção pois existe um litígio, que está em fase final, com essa empresa. Somente quando este impasse for concluído, iremos executar um projeto de melhoria da passagem e estética do local. Vamos acionar a responsabilidade dessa empresa por utilizar má-fé para obter vantagens financeiras. Reitero que não há qualquer tipo de risco estrutural no mergulhão”, assegurou.

O mergulhão foi inaugurado em 2013 para melhorar o fluxo de veículos entre o Centro e a Zona Sul de Niterói. De acordo com a matéria difundida nas redes sociais, um laudo técnico solicitado pela Justiça e elaborado pelo Ministério Público do Estado (MPRJ) apontaria que a via possui problemas estruturais, destacando que em caso de rompimento de parte obra, o mergulhão seria inundado por cerca de 1.400 litros d’água por segundo por estar perto demais de uma adutora da Águas de Niterói.

A prefeitura afirmou que não foi informada sobre nenhum laudo do MP e informou que existe um laudo judicial de 2015 descartando risco estrutural no mergulhão. O parecer divulgado pela matéria, segundo a prefeitura, foi elaborado pela empresa Escopo Engenharia, que foi declarada inidônea em 2012 pela prefeitura devido a má qualidade dos serviços prestados no início do projeto básico da via, sendo impedida de continuar a obra e permanecendo impossibilitada de prestar quaisquer serviços de engenharia para o município.

Procurada, a Águas de Niterói negou a possibilidade de inundação no mergulhão. O MP não se pronunciou. A Escopo não foi localizada

NOTA DE ESCLARECIMENTO – MERGULHÃO

03/01/2017 –

A respeito de informações divulgadas em redes sociais e na imprensa acerca de possíveis riscos à estrutura do Mergulhão Ângela Fernandes, na Avenida Marques do Paraná, a Prefeitura de Niterói esclarece:

1 – Laudo pericial/judicial de 2015 descarta qualquer risco estrutural no Mergulhão.
2 – Citada pela imprensa, a companhia Águas de Niterói já veio a público para afirmar que, em nenhum momento, foi procurada por jornalistas para dar qualquer tipo de informação ou esclarecimentos sobre o Mergulhão à reportagem.
3 -O suposto laudo divulgado na semana passada foi elaborado por uma empresa, a Escopo Engenharia, que foi declarada inidônea em 2012 pela Prefeitura por causa da má qualidade de serviços prestados no início do projeto básico do mergulhão. Por isso, a Escopo foi impedida de continuar a obra do Mergulhão e permanece proibida de prestar quaisquer serviços de engenharia para o Município.
4 – No início das obras, a Escopo foi responsável apenas pela cravação das estacas no local. O serviço teve de ser refeito, após o início da nova gestão, por outra empresa contratada pela Prefeitura para concluir a intervenção. Foi elaborado o projeto executivo da obra e executado todo o reforço estrutural do Mergulhão para assegurar que não houvesse riscos à população.
5 – O documento divulgado à imprensa na semana passada é assinado por um dos proprietários da Escopo Engenharia, sr. Silvio Couri, que está em litígio com a prefeitura desde a administração anterior. A empresa cobra da Prefeitura R$ 5 milhões a título de ressarcimento causado pela suspensão da obra em 2012, durante a gestão anterior. A área técnica da Prefeitura, no entanto, contesta as alegações da empresa e garante que o valor máximo a ser ressarcido não ultrapassa a quantia de R$ 150 mil.
6 – A Prefeitura de Niterói reafirma que não há nenhum risco estrutural no Mergulhão, uma obra fundamental para melhorar a mobilidade na cidade.




One thought on “Prefeitura de Niterói descarta risco no mergulhão

  1. Vicente Luiz Cantini

    Não vi na Nota da PMB nenhuma menção e justificativa aos comentários do Professor Moacir Duarte, emérito especialista em Riscos de Acidentes da Coppe/UFRJ, feitos na reportagem da CBN (áudio / escrita). A PMN deveria solicitar ao CREA/RJ um novo laudo.

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