Padre Marcelo confessou ter sido portador de, entre outras doenças como anorexia e depressão, discopatia degenerativa

Em entrevista exclusiva à revista VEJA, publicada no dia 16 de junho, o padre Marcelo Rossi confessou ter sido portador de, entre outras doenças como anorexia e depressão, discopatia degenerativa, isto é, artrite degenerativa da coluna vertebral.

A doença que, estatisticamente, atinge mais homens com a faixa etária entre os 40 e 55 anos, pode ser caracterizada como parte do processo de envelhecimento. “Na realidade, qualquer indivíduo adulto pode começar a desenvolver um processo degenerativo precoce. O crescimento ósseo dos seres humanos, geralmente, se prolonga até os 16, 17 anos. A partir dessa fase, os ossos começam a ser ‘gastos’, como podemos dizer popularmente”, explica o Dr. Edson Pudles, ortopedista, traumatologista e presidente da Sociedade Brasileira de Coluna (SBC). Para Edson, o fato de termos mais de dois milhões de casos registrados de discopatia degenerativa está associado à longevidade da população brasileira e mundial. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), os idosos representam hoje 12% da população nacional, e chegarão a compor 30% em 2050.

Esse processo degenerativo que ocorre nos discos intervertebrais, ou seja, na estrutura cartilaginosa que fica entre uma vértebra e outra da coluna, acontece devido à perda de água da região. “Os discos sofrem um processo de desidratação e, consequentemente, diminuem a espessura, o que minimiza a capacidade de movimentação. Mas precisamos lembrar que esse não é um processo incapacitante, e nem sempre pode ser considerado doloroso. Geralmente, isso acontece com pessoas que trabalham carregando peso de uma maneira irregular, fazem muito esforço, ou são submetidas a uma postura viciosa durante um período muito grande de tempo”, reitera o Dr. Edson.

Um dos fatores determinantes para a discopatia de origem genética é o genético. “Há outros fatores extras que podem acentuar o desgaste, como a prática de esportes de alto impacto, a má postura, a obesidade e o tabagismo. Mas o principal é, sem dúvida o genético”, conta o Dr. Márcio Ramalho da Cunha, neurocirurgião e membro da Sociedade Brasileira de Coluna. Um dos principais sintomas da doença é a dor lombar, isto é, na região das costas, que pode irradiar para as nádegas e atingir a região das coxas, neste caso mais extremo, podemos chamá-la de ciática, quando irradia para perna e o pé. “Como o disco está degenerado, um esforço maior pode provocar uma hérnia de disco, ou seja, uma compressão no nervo localizado na região da vértebra”, analisa o Dr. Edson.




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