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‘Os homens querem casar e as mulheres querem sexo 2’ chega ao Eduardo Kraichete

Um eterno descompasso

Nesta sexta, sábado e domingo, a comédia “Os Homens querem casar e as mulheres querem sexo 2”, com Carlos Simões e Drika Mattos, chega ao Teatro Eduardo Kraichete.

Após dez anos da primeira parte do espetáculo, a segunda parte segue no mesmo tom. A peça conta a história de Jonas, interpretado por Carlos Simões, e sua busca desastrada pela mulher perfeita. Nesse processo, encontra Deus, interpretada por Drika Mattos, e descobre que além de ser mulher, ela é cearense. Deus então propõe a Jonas passar a sentir tudo que as mulheres sentem para entender a visão feminina sobre o universo masculino.

A primeira versão da atração fez grande sucesso e esteve em cartaz ao longo dos últimos dez anos, tendo sido assistida por mais de 1,5 milhão de espectadores em mais de 200 cidades, incluindo Nova Iorque, Miami e Boston, nos EUA.

Além de se divertir com o espetáculo, o público terá a oportunidade de interagir com os atores. Isso porque, ao entrar no teatro, os espectadores recebem adesivos de acordo com seu estado civil: vermelho para os comprometidos, amarelo aos “enrolados” e verde para os solteiros.

Carlos Simões pensou no formato para ser interativo e dinâmico, e é assim até hoje. Já na fila antes de entrar no teatro, os espectadores receberão adesivos sinalizando quem está ou não solteiro, pois o objetivo é formar casais entre o público.

“Ao longo desses anos de apresentações, 16 casais já foram formados. As pessoas se identificam muito com a história. Na primeira parte que é ‘Os homens querem casar e as mulheres querem sexo’, eu faço um monólogo, onde faço o lado masculino e o lado feminino, e nunca tinha feito um, foi um grande desafio. Chegar a mais de 1 milhão de espectadores em uma peça que nunca teve patrocínio é uma vitória, nossa peça foi divulgada boca a boca. Já passamos por mais de 200 cidades, sendo que em algumas já estivemos 12 vezes, é algo incrível. As pessoas gostam muito da interação, da temática do espetáculo, isso é o que mais dá orgulho. Estamos atingindo o propósito. O mais legal é ver o amor de forma bacana, não se vive sozinho e não existe pessoa perfeita. É compartilhar, somar e ser feliz. Agora, nessa segunda parte, com a Drika Mattos, espero que o pessoal curta ainda mais porque a pegada de humor e interação seguirá viva”, conta o ator

Apesar do enorme sucesso nesses 10 anos, Carlos não esperava essa longevidade. A princípio, ele escreveu a trama para fazer um livro. O próprio título do espetáculo já traz essa diferença comportamental que ele se baseou. Após pesquisas e estudos, descobriu que a maioria do público feminino não tem mais o casamento como primeiro plano na vida e buscou representar isso na peça.

“Quando eu comecei escrever não imaginava que teria tanta repercussão. Foi quando teve um ‘boom’ de sites de relacionamentos como o orkut e o par perfeito. Em seguida, o IBGE encomendou uma pesquisa que falava sobre inversão de valores, que na época a mulher ficou mais independente tanto na vida financeira quanto na vida amorosa, já os homens, por falta de tempo de se relacionar, queriam compromissos sérios mais cedo. Baseado nisso, junto com os relacionamentos que eu tive na minha vida e na dos meus amigos, juntei todas as histórias e fiz o espetáculo”, Revela Carlos, que ainda conta que o primeiro espetáculo se transformará em uma longa- metragem e o plano é que seja lançado até o fim deste ano.

Com essa proposta diferenciada e com histórias reais, no caso da segunda parte, a peça fala com bastante frequência em direito de igualdade e empoderamento feminino.Carlos se mostra animado para as apresentações em Niterói e pretende colocar sorriso no rosto das pessoas da cidade sorriso.

“ A gente aborda esse tema de forma cômica, de uma forma leve, querendo divertir, mas também fazer com que as pessoas reflitam sobre os direitos tanto do homem quanto da mulher. Nós já tivemos no Teatro Municipal com essa segunda parte da peça. Niterói é uma cidade que o público abraça o artista de uma forma bastante calorosa. É um público alegre, receptivo e o melhor, que contribui bastante para a nossa peça, é interativo. Estamos muito animados para esses três dias na cidade”, afirma o ator que para essa segunda parte fez uma pesquisa mais profunda e descobriu que nos anos 70, as mulheres casavam em torno de 20 anos, nos anos 90 era entre 25 e 30 e hoje é entre 35 e 40 anos.

O Teatro Eduardo Kraichete fica na Avenida Roberto Silveira, 123, Icaraí, em Niterói. Sexta e Sábado às 21h e Domingo às 20h. Preço: R$ 60 (Inteira). Classificação: 14 anos. Telefone: 2610-3902.




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