Teatro Eduardo Kraichete – Uma intrusa na nossa cama

Uma típica comédia romântica, que aborda temas presentes na maioria das relações amorosas, reserva uma surpresa ao público: uma situação inusitada que vai mudar o destino de Ludmila e Sandro. O casal da peça “Tem uma mulher na nossa cama”, vivido por Maria Carol e Marcelo Duque, acorda com uma mulher desconhecida ao lado deles na cama após uma noitada daquelas.

Sem lembrar o que aconteceu na noite anterior, o casal precisa descobrir como essa mulher foi parar na casa deles. Essa procura por respostas, envolvendo muita DR, a já conhecida “discussão de relação”, é o enredo da peça, com direção de Marcus Alvisi. O espetáculo encerra a temporada de sucesso em Niterói, neste fim de semana, no Teatro Eduardo Kraichete. A curta temporada acontece nesta sexta (12) e sábado (13), às 21h; e domingo (14), às 20h.

Duque, que também é autor da peça, junto com Denise Portes, acredita que o humor é o jeito mais fácil de tratar qualquer situação, até mesmo um tema que muitos consideram polêmico. Para Duque, o trabalho de construção da trama conta com uma grande equipe.

“Está sendo uma ótima experiência ser autor e ator, porque eu vejo coisas através da direção do Alvisi e da atuação da Carol que, apenas escrevendo, eu não tinha percebido. Além da belíssima participação da Daianny Cristian, que interpreta a terceira pessoa na cama”, garante Duque.

Denise, que também já escreveu a peça “Tricotando” com Marcelo, destaca o bom trabalho que os dois executam juntos.

“É sempre uma delícia escrever com ele, além de um amigo incrível, engraçado, sensível, ele é muito inteligente. Temos química. Ele brinca que eu sou ele de saia”, afirma a autora.

O diretor Marcus Alvisi é conhecido por fazer diversos trabalhos na televisão, como as novelas “As filhas da mãe”, “Vila Madalena”, entre outras, e também se destaca na cena teatral, tendo recebido prêmios como o da Associação dos Produtores de Espetáculos Teatrais do Estado de São Paulo (Apetesp) e o Shell de Melhor Espetáculo, com a peça “Solidão, a comédia”. Alvisi acredita que os desafios que a direção proporciona, tanto na novela como na peça, são os mesmos, mas que cada uma tem a sua especificidade.

“A construção de uma novela envolve muita técnica, é uma verdadeira engenharia. O teatro é uma arte artesanal, que se torna muito difícil. Para mim, o teatro é a arte mais difícil a ser feita, na verdade. Uma peça ruim, acaba se tornando desconfortável para o espectador. E quando é boa, se torna a melhor peça do mundo. Os extremos são muito precisos, nesse sentido”, reconhece o diretor.

Mesmo com toda a experiência que Alvisi acumula, a peça está proporcionando um novo conhecimento na carreira do diretor.

“É a primeira vez que eu dirijo o Marcelo, e primeira vez também que dirijo um ator que é autor do espetáculo. Pode-se considerar um trabalho mais fácil, porque qualquer dúvida que eu tenha no texto já discuto imediatamente com ele. E o Marcelo é muito flexível. Já a Carol, entrou em cena pela primeira vez comigo quando tinha 4 anos. Ela fez uma participação numa peça chamada ‘Divina Chanchada’, que tinha a direção do tio dela, o Jorge Fernando. Além de já trabalharmos juntos em novelas. Temos uma relação familiar”, conta o diretor.

A atriz Maria Carol, que recentemente brilhou na novela “Êta mundo bom!”, como a personagem Olga, revela quais são as principais diferenças que sente entre o teatro e a TV. A atriz ficou 16 anos nos palcos com a peça “BooM” e considera desafiadora a nova experiência.

“Essa é a primeira comédia de casal que interpreto, sinto que a diferença é basicamente a preparação. Novela é uma obra aberta que demora entre nove a 11 meses no ar e independente da preparação que você faça tudo pode mudar. No teatro, você tem uma obra com princípio, meio e fim, além dos meses de ensaio para prepará-la por completo. Mas sempre temos um dia de apresentação diferente do outro”, conta.

Para a autora Denise, o texto da peça passa, de forma amena, conflitos cotidianos de um casal.

“Uma das coisas que mais gosto dessa peça é a cumplicidade do casal. A cumplicidade e a lealdade são tudo numa relação. A fidelidade é um pacto e não uma obrigação”, ressalta.

O Teatro Eduardo Kraichete fica na Av. Roberto Silveira, 123, Icaraí, em Niterói. Sexta e sábado, às 21h e domingo, às 20h. Preço: R$ 60 (inteira). Censura: 14 anos. Telefone: 2610-3902.




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