Morador de Maricá morre com suspeita de febre amarela

O paciente transferido na tarde desta terça-feira (18) de Maricá para o Hospital Evandro Chagas (Fiocruz), no Rio, morreu durante a madrugada desta quarta-feira (19) na unidade. O paciente, que era morador do bairro do Bananal, no distrito de Ponta Negra, estava internado na UPA de Inoã com quadro suspeito de febre amarela transmitida pelo vetor silvestre da doença. Amostras de sangue foram colhidas antes da remoção e enviadas aos laboratórios Lacen, do estado, e da própria Fiocruz que faz a testagem específica para a febre amarela.

A Subsecretária de Vigilância em Saúde da SES informa que foi notificada pela Secretaria municipal de Saúde de Maricá quanto a um caso suspeito de febre amarela silvestre no município. O paciente, morador do bairro Bananal (área rural) foi transferido da UPA Inõa para o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, da Fiocruz. De acordo com a instituição, ele foi a óbito na madrugada desta quarta-feira.

Os exames que indicarão o diagnóstico do paciente ainda não foram concluídos. Cabe informar que a Prefeitura de Maricá recebeu ontem (18), 10 mil doses da vacina contra febre amarela para dar início à intensificação da vacinação dos moradores do bairro e de localidades próximas. Novos lotes serão repassados para o município nos próximos dias. A recomendação da SES é para que as doses sejam destinadas com prioridade para as áreas rurais e próximas às matas.

De acordo com a Prefeitura de Maricá, enquanto os resultados não são definidos, o caso é considerado como suspeito. A Prefeitura reitera, ainda, que não há nenhum surto da doença na cidade e que a adoção de vacinação de bloqueio nas áreas rurais próximas ao Bananal, prevista para ser iniciada nesta quarta-feira é uma medida preventiva que integra o protocolo de atuação da Saúde.

O cinturão de proteção compreende os bairros rurais do Espraiado, Jaconé, Ponta Negra, Bambuí, Bananal, Manoel Ribeiro, Marinelândia e Guaratiba. A Secretaria Municipal de Saúde já recebeu 10 mil doses do imunizante e a prioridade é vacinar quem mora mais perto das áreas de mata dessas regiões. A ação foi decidida em função desse caso suspeito – do qual o estado já foi notificado pelo município.

No Posto Central a vacinação a imunização contra a febre amarela continua e será mantida a prioridade para pessoas que estejam se deslocando para áreas de endemia. É importante ressaltar que os casos de febre amarela confirmados no Rio e nos demais estados do país estão sendo transmitidos pelo vetor silvestre, ou seja, mosquitos que vivem em matas e áreas rurais. O último caso de febre amarela urbana registrado no Brasil foi em 1942.




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