Forças Armadas e polícias fazem megaoperação contra roubo de cargas e ocupam o Complexo do Lins

As Forças Armadas e as polícias estaduais e federais realizam, desde a madrugada deste sábado (5), a Operação Onerat, para combater o roubo de cargas e o tráfico de drogas no Rio de Janeiro. A ação, iniciada com investigação da 26ª DP (Todos os Santos), marca o começo da segunda fase da integração da segurança com o Governo Federal e tem como objetivo cumprir 55 mandados: 40 de prisão e 15 de busca apreensão

Por volta das 6h30, o Complexo de Favelas do Lins estava ocupado, segundo as forças de segurança. Segundo o ministro da Defesa, Raul Jungmann, a permanência das tropas seguirá por tempo indeterminado.

“Nós vamos permanecer no local até que os objetivos sejam atingidos. Pode ser 24 horas, no fim de semana, três dias, 15 dias”, disse Jungmann, em entrevista à TV Globo. “O objetivo, como sempre, é aquele que nós dissemos anteriormente, de bloquear o crime organizado, efetuar o efeito surpresa.”

A coordenação da ação é feita pela Secretaria de Estado de Segurança do Estado (Seseg), por meio da ação das polícias Civil e Militar, com o apoio do Comando Militar do Leste, da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e da Força Nacional de Segurança Pública.

Segundo a Seseg, os agentes atuam nos Complexos do Lins e Camarista Méier, na Zona Norte. Há ainda operações nos Morros de São João, no Engenho Novo, também na Zona Norte, e Covanca, em Jacarepaguá, na Zona Oeste.

  Moradores do Complexo do Lins relatam tiroteios e barulho de bombas na comunidade em relatos publicados em redes sociais. Pelo menos um homem, não identificado, foi ferido e levado para o Hospital Salgado Filho.

As Forças Armadas estão responsáveis pelo cerco em algumas dessas regiões e baseadas em pontos estratégicos. De acordo com o coronel Itamar, porta-voz do Comando Militar do Leste, participam da operação Onerat – carga, em latim – 3,6 mil homens do Exército e dos Fuzileiros Navais. São utilizados 514 veículos e 71 blindados militares.

Algumas ruas estão interditadas e os espaços aéreos estão controlados para aeronaves civis nas áreas sobrepostas aos setores de atuação das Forças Armadas. Um dos locais fechados é a Autoestrada Grajaú-Jacarepaguá, bloqueada em ambos os sentidos. Não há interferência nas operações dos aeroportos.

Algumas ruas estão interditadas e os espaços aéreos estão controlados para aeronaves civis nas áreas sobrepostas aos setores de atuação das Forças Armadas. Um dos locais fechados é a Autoestrada Grajaú-Jacarepaguá, bloqueada em ambos os sentidos. Não há interferência nas operações dos aeroportos.




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