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Moradores de comunidades passam por cadastramento do Exército

Moradores de três comunidades da zona oeste do Rio estão sendo fotografados individualmente por militares do Exército durante operação nesta sexta (23) em três comunidades da zona oeste da capital.Eles só podem deixar a região após passarem pelo cadastramento das Forças Armadas. Várias filas foram montadas em diversas saídas das comunidades.

A foto e o RG dos moradores são enviados por um aplicativo para um setor de inteligência do Exército, que avalia se o identificado tem anotação criminal. Desde a madrugada desta sexta (23), 3.200 militares realizam uma operação na Vila Kennedy, Coreia e Vila Aliança.Pelo menos duas pessoas foram presas.

Nesta quinta (22), o presidente da OAB-RJ (Ordem dos Advogados do Brasil), Felipe Santa Cruz, anunciou os integrantes de uma comissão que acompanhará o trabalho dos militares no Rio. Na solenidade, ele disse que a OAB não aceita “a ideia de criminalizar a pobreza dessa cidade” e cobrou que a intervenção “montada às pressas precisa ter conteúdo”.

O decreto assinado pelo presidente Michel Temer no dia 16 nomeou o general Walter Souza Braga Netto como interventor federal no Estado até dezembro. Na próxima semana, o militar vai anunciar os comandantes das polícias do Rio. A operação tenta prender suspeitos de matarem na terça (20) o sargento do Exército Bruno Albuquerque Cazuca durante um arrastão em Campo Grande.

Na quarta (21), o subcomandante da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) da Vila Keneddy foi morto em Jacarepaguá. A operação também conta com agentes das polícias Civil e Militar, que estão entrando nas três comunidades.

O Exército é responsável pelo cerco e desobstrução de vias da região. A operação é acompanhada pela cúpula do Exército no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC). Nesta semana, o Exército realizou operações em diversas comunidades da capital e de municípios da região metropolitana do Rio




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