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Ministra dos Direitos Humanos, Luislinda Valois, pede desfiliação do PSDB

A ministra dos Direitos Humanos, Luislinda Valois, não é mais do PSDB. A desembargadora aposentada entregou na tarde desta quinta-feira, 14, seu pedido de desfiliação do partido e, por enquanto, continua no governo. A ministra continuava na pasta mesmo com o desembarque do partido da base aliada. Alvo de polêmicas e acusada no Planalto de ter uma atuação “apagada” Luislinda, no entanto, deve ser substituída.

O governo busca na bancada feminina uma possível substituta de Luislinda, mas segundo interlocutores do presidente – diferente das pastas de Cidades e Secretaria de Governo – o ministério de Direitos Humanos não tem atraído a atenção das aliadas. A ideia do presidente é manter na pasta alguma figura que possa ter protagonismo entre as mulheres e, com isso, conquiste votos da bancada para o governo.

Luislinda foi pessoalmente à sede do PSDB em Brasília assinar a sua desfiliação. Ela estava no partido desde 2013. Por meio de sua assessoria, Luislinda não quis comentar os motivos de sua saída nem seus planos para o futuro.

O aceno de Luislinda foi visto por auxiliares do presidente como uma tentativa da ministra de “ficar no governo sem preocupação e cobrança” do partido. Auxiliares do presidente disseram ainda que com ele em recuperação por conta da cirurgia esse é um assunto que “não precisa ser resolvido com pressa”.

Empossada por Temer em fevereiro deste ano, Luislinda assumiu a pasta que havia sido extinta pelo presidente em maio de 2016, em medida revista pelo Planalto. Com a decisão de deixar o partido, o PSDB passa a contar oficialmente com apenas um ministro no governo, o chanceler Aloysio Nunes. Bruno Araújo, que ocupava o Ministério das Cidades, e Antonio Imbassahy, que comandava a Secretaria de Governo, já deixaram seus cargos.

Polêmicas 

No último dia 11, a Comissão de Ética Pública da Presidência da República decidiu arquivar as investigações contra a ministra, após ela devolver aos cofres públicos pouco mais de R$ 13,4 mil recebidos indevidamente em pagamentos de diárias. Durante uma viagem de cinco dias a Israel, em julho, que foi custeada pela Confederação Israelita do Brasil, a ministra havia recebido do governo o valor de R$ 10 mil em diárias.

Outra situação que foi vista como desgaste para Luislinda foi a revelação, publicada na Coluna do Estadão, de que ela pediu para receber R$ 61,4 mil sob alegação de trabalho escravo.




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