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Governo Bolsonaro terá de 15 a 16 ministérios

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O governo do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) terá de 15 a 16 ministérios, ao contrário das 29 pastas que existem atualmente. A informação foi divulgada na tarde desta terça-feira (30), após reunião do político com sua cúpula mais próxima, no Rio de Janeiro. Também foi confirmado que os ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente serão fundidos. O setor era tema de dúvida para Bolsonaro, que chegou a voltar atrás da medida, após polêmica.

Além disso, também foi confirmado o Ministério da Economia, que vai unir os ministérios da Fazenda, do Planejamento e da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. A pasta será assumida pelo economista Paulo Guedes, conforme já era previsto. “Está havendo uma desindustrialização há mais de 30 anos. Nós vamos salvar a Indústria brasileira, apesar dos industriais brasileiros.”, declarou o economista.

A decisão de acabar com o ministério da Indústria e Comércio contraria o que Bolsonaro havia dito em campanha, após críticas do setor. Apesar de ter proposto a união das pastas em boa parte da campanha, o novo presidente afirmou recentemente que atenderia um pedido de representantes da indústria para manter o ministério.

“Deveremos ter entre 15 e 16 ministérios. Um processo de definição por parte do presidente em relação a uma área muito importante. E esta definição ocorrerá na quinta ou na sexta-feira, para permitir que na segunda-feira a gente já tenha o desenho dos ministérios com capacidade de ser divulgado”, disse o deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS), que esteve presente na reunião e já está confirmado para assumir a Casa Civil a partir de 2019.

Outro nome confirmado é o do general Augusto Heleno Ribeiro, que vai ocupar a chefia do Ministério da Defesa.

A reunião começou por volta das 10h30. Meia hora antes, o presidente eleito havia deixado sua casa, num condomínio de luxo na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio, rumo à casa do empresário Paulo Marinho, no Jardim Botânico, zona sul do Rio. O encontro durou até pouco depois das 16h.

Bolsonaro se deslocou em um comboio combosto por três Pajeros e um veículo da Polícia Federal. O Batalhão de Choque da Polícia Militar também fez parte da escolta.

Longe de Brasília desde que foi vítima de um atentado à faca, no dia 6 de setembro, ele deve desembarcar na capital federal na semana que vem, para dar início oficial à transição entre o governo de Michel Temer (MDB) e a estrutura que montará para seu governo. A previsão é que essa viagem ocorra na terça que vem (6/11).

Também participam da reunião o economista Paulo Guedes, que vai assumir o Ministério da Economia, e o vice-presidente nacional do PSL, Gustavo Bebianno. O vice-presidente eleito, o general Hamilton Mourão, também esteve presente no encontro.

Onyx deve coordenar o trabalho de transição e vai repassar ao novo presidente os dados coletados durante reuniões em Brasília com o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, quem coordena a equipe de transição do lado do governo Michel Temer. A primeira delas será nesta quarta (31), às 16h.

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