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Escolas da Série A sob risco

O ano de 2018 já chegou, e o prefeito do Rio de Janeiro Marcelo Crivella ainda não assinou o contrato com a Lierj que serve para liberar a verba municipal às escolas de samba da Série A. Nesta quarta-feira, 27, a entidade, que rege os desfiles do acesso, divulgou em comunicado oficial que lamenta profundamente a não assinatura do acordo e ressalta o quanto isso afeta o Carnaval .

A expectativa era de que o acordo fosse firmado no dia 15 de dezembro, o que até agora não foi feito. O receio da liga é que, em caso da negativa do poder municipal em assinar o contrato ainda em 2017, as escolas só recebam o aporte após os desfiles do ano que vem.

Leia o comunicado:

“A Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro ressalta que, até o presente momento, não houve a assinatura de contrato com a Prefeitura do Rio de Janeiro para o Carnaval de 2018 da Série A. O descaso compromete ainda mais as 13 escolas de samba do grupo, que já haviam sofrido por parte do poder público um corte de 50% no incentivo cultural.

Vale destacar que, caso o contrato não seja assinado no ano de 2017, as agremiações só receberão o valor após o Carnaval, uma vez que o exercício financeiro municipal deve permitir a liberação de novos recursos apenas em março de 2018.

A Lierj lamenta profundamente o incompreensível atraso, uma vez que as tratativas para a assinatura haviam sido iniciadas em junho deste ano.”

O Carnaval de 2018 começa em 44 dias com os desfiles da Série A na Sexta-feira de festa.

A entidade também não conseguiu captar recurso junto à iniciativa privada. Pelo grupo desfilam as agremiações  Unidos do Viradouro, Acadêmicos do Cubango e Acadêmicos do Sossego, e a Unidos do Porto da Pedra, de São Gonçalo.

“O descaso compromete ainda mais as 13 escolas de samba do grupo, que já haviam sofrido por parte do poder público um corte de 50% no incentivo cultural. Vale destacar que, caso o contrato não seja assinado no ano de 2017, as agremiações só receberão o valor após o Carnaval, uma vez que o exercício financeiro municipal deve permitir a liberação de novos recursos apenas em março de 2018. A Lierj lamenta profundamente o incompreensível atraso, uma vez que as tratativas para a assinatura haviam sido iniciadas em junho deste ano”, disse a entidade, em nota.
Embora tenha obtido aprovação para captar recursos através da Lei Rouanet, no último dia 19, com valor aprovado de até R$ 5.188.200, não encontrou empresas interessadas em investir esse valor na Série A. A Lierj acrescentou que a possibilidade de não haver desfiles não foi “ventilada” até o momento.

Procurada, a Riotur, autarquia da Prefeitura do Rio responsável pelo evento, informou que o contrato foi assinado no último dia 16 e encaminhado para a Secretaria de Fazenda, que até agora não liberou o empenho. Está em contato permanente com a pasta no aguardo de uma solução. O valor é de R$ 6 milhões.

Subvenções – A Prefeitura de Niterói destinou R$ 1,5 milhão de subvenção a Unidos do Viradouro para o carnaval do próximo ano. A Cubango receberá 600 mil, e a Sossego, 300 mil. Cada escola receberá em três parcelas. Viradouro e Cubango já receberam a primeira. Ainda não foi definido o valor do investimento do Carnaval de Niterói ou quanto será destinado às agremiações que desfilam na cidade.

A Prefeitura de São Gonçalo ainda realiza reuniões para definir se vai destinar alguma verba para a Porto da Pedra e se vai promover desfile das escolas do município.




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