Enredo infantil, Viradouro é forte em vários quesitos e pode brigar pelo título

A Unidos do Viradouro selou um belo desfile, confirmando o que já havia feito no ensaio técnico na Marquês de Sapucaí: cantou na Avenida na noite desta sexta-feira (24) o enredo “E todo menino é um rei”, viagem lúdica baseada na música de mesmo nome de Nelson Rufino e Zé Luiz: foi uma ciranda feliz, assinada pelo carnavalesco Jorge Silveira, com destaque à comissão de frente, ao samba, à bateria e ao canto da comunidade.

 

A comissão de frente veio representando “O coração se entrega à magia”: 15 componentes representaram várias profissões idealizadas pelas crianças. Por exemplo, bombeiro, médico, soldado com seu tanque de guerra, um velocista.

Primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira

Alessandra Chagas e Diego Machado vieram representando o pavilhão da Viradouro no cargo de primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira. Com fantasia intitulada “Meu brinquedo preferido”, a dupla desfilou com uma fantasia colorida e de bastante impacto.

Abre-alas e primeiro setor

No abre-alas, a Viradouro mostrou o “Quarto de sua majestade”, referindo-se ao cantinho do Menino Rei, onde ele brinca e desenvolve os sonhos de criança. A alegoria, com vários efeitos especiais de luz, também tinha peões girando nas laterais. À frente, veio a Coroa da República, símbolo da escola, e vários personagens infantis dando ainda mais cor ao setor. Dominguinhos do Estácio, intérprete símbolo do Carnaval do Rio, também foi homenageado e veio à frente do carro.

Nas alas, com fantasias extremamente volumosas, via-se heróis e vilões, personagens de televisão e caracterizações de personalidades infantis, tais como “Não quero dormir cedo”, “Quero ser grande”, “Não quero tomar banho”.

Segunda alegoria

O segundo setor, com título “Os desejos de sua majestade”, veio a segunda alegoria: “Para o alto e avante”, com o sonho de cada menino em se tornar super-herói. A saia do carro tinha um formato de batmóvel. Na parte de cima, havia a representação de uma cidade e junto, em vários pontos do elemento, outros personagens apareciam, com destaque ao Super-Homem que parecia flutuar na Avenida.

Um banquete no terceiro setor

No terceiro setor, “Um banquete para a sua majestade” foi servido. Fantasias com tudo que remete às gostosuras que atraem os pequeninos: chocolate, sorvete, bala e outras delícias foram vistas nas alas. No terceiro carro, outro banquete gigante acompanhado com cheirinho de essência de baunilha, outro efeito da alegoria.

A consagração do Menino Rei e da Viradouro

O quarto e último setor veio consagrando o Menino Rei e a Viradouro, que celebrará em breve 70 anos de história. Na alegoria, um castelo trouxe importantes figuras da escola: velha-guarda, antigos carnavalescos e membros da família do ex-presidente José Carlos Monassa. Este carro também trouxe uma metáfora: “A vida que eu sonhei, no reino do amanhã”, remetendo à esperança da criança em viver em um mundo melhor.

Bateria é um grande destaque

A Viradouro passou com vários quesitos fortes. Para começar, a bateria de Mestre Maurão, que na opinião do comentarista Bruno Moraes, tem grande chance de ganhar dez de todo o júri:




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