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Eduardo Paes e Romário se esquivam de polêmicas

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O segundo debate na televisão entre os candidatos ao governo do Rio de Janeiro foi realizado pelo SBT Rio, em parceria com o jornal “Folha de S. Paulo e o site Uol, no início da noite desta quarta-feira (19). Participaram Anthony Garotinho (PRP), Eduardo Paes (DEM), Indio da Costa (PSD), Marcia Tiburi (PT), Pedro Fernandes (PDT), Tarcísio Motta (PSOL), Romário (Podemos) e Wilson Witzel (PSC). Excetuando discussão acalorada entre Garotinho e Witzel, o programa foi morno.

Além disso, os postulantes não aprofundaram as propostas e mantiveram os mesmos discursos do primeiro debate. Para completar, Romário e Eduardo Paes, líderes na última pesquisa Ibope, se esquivaram de todas as polêmicas e, por conseguinte, tiveram participação tímida no programa.

Primeiro bloco

No primeiro bloco do debate do SBT, candidato perguntou para candidato. Tarcísio Motta (PSOL), questionou Romário sobre a escolha de Rodrigo Bethlen para coordenador de campanha. “Ninguém governa sozinho. Eu estou preparado para fazer um bom governo e vou montar a melhor equipe para governar”, disse o senador.

Marcia Tiburi, em sua primeira pergunta, criticou o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL). Chamou o capitão da reserva de machista e sequer mencionou seu nome. Indio rebateu afirmando que votará em Bolsonaro, que “é do Rio de Janeiro”. Apesar de ter nascido no estado de São Paulo, o militar fez sua carreira política no Rio de Janeiro.

Anthony Garotinho, em sua primeira participação, disse que faria questionamentos “duros” aos seus adversários. O primeiro questionamento, direcionado a Tarcísio, foi sobre a política que o psolista pretende adotar em defesa dos animais caso eleito. “Essa não é uma pergunta menor. Temos que garantir políticas públicas de proteção aos animais. Transformar zoológicos em centros de pesquisa e incentivar instituições, dar amparo”, respondeu o candidato do PSOL.

Eduardo Paes perguntou a Pedro Fernandes sobre quais são suas propostas para a geração de empregos. O pedetista ressaltou que quer reduzir impostos no combustível e na conta de luz. Fernandes também disse querer incentivar o turismo no Estado melhorando a pavimentação das estradas do Rio.

No primeiro momento mais “quente” do debate, Wilson Witzel deu uma alfinetada em Anthony Garotinho. O ex-juiz questionou o retorno de Garotinho ao governo mesmo com “folha de antecedentes criminais”.

“Se algum jornalista ou candidato apresentar algum patrimônio não declarado meu eu renuncio. A pior coisa que pode existir é um juiz mentiroso”, rebateu.

Segundo bloco

Neste bloco, jornalistas fizeram perguntas aos candidatos. Eduardo Paes se esquivou de indagação que tinha como objetivo o de atrelar o nome do ex-prefeito ao do ex-governador Sérgio Cabral. Repórter da “Folha de S. Paulo” questionou Romário sobre seus bens e sua dívida com a União. “O meu dinheiro eu dou para quem eu quiser. Joguei futebol por 20 anos e construí meu patrimônio”, disparou o senador. Romário também fez questão de frisar que está “pagando sua dívida com a União” e que é um candidato “ficha limpa”.

Anthony Garotinho foi indagado sobre o apoio que recebeu do prefeito Marcelo Crivella e se governaria o Estado assim como Crivella governa a capital. “Eu já governei o Rio. O próprio Datafolha colocou o meu governo como o melhor do país. O prefeito Crivella tem seu jeito de administrar e eu tenho o meu jeito de administrar”, salientou. Garotinho também voltou a atacar Wilson Witzel, que pediu direito de resposta.

Witzel teve, ao fim do bloco, direito de resposta concedido. “Se o ‘juiz mentiroso’ sou eu, terei de processá-lo por injúria”, ameaçou o ex-juiz federal. Ao fundo, Garotinho rebateu: “O senhor sabe muito bem o que eu falei”.

Posteriormente, a pergunta direcionada a Tarcísio Motta teve como enfoque a violência e o que o candidato faria para contê-la. “A polícia civil e militar precisam conversar entre si. A intervenção foi pensada pelo marketeiro do Temer. Foi feita sem planejamento. Enquanto isso, os policiais estão morrendo e a população está morrendo”, disse o psolista.

“Lula e Dilma apoiaram Cabral e Pezão. O PT considera que uma parcela da crise do RJ também é do PT?”, perguntou uma das jornalistas para Marcia Tiburi. Ao rebater, a professora de filosofia falou sobre a autocrítica feita pelo Partido dos Trabalhadores e reiterou que ela era o “efeito dessa autocrítica”. “Fui convidada pelo presidente Lula justamente porque não sou envolvida com esses esquemas anteriores”, salientou.

Terceiro bloco

No terceiro bloco, o esquema “candidato pergunta para candidato” voltou. Antes, todavia, Anthony Garotinho usou direito de resposta concedido a ele após declarações de Wilson Witzel para atacar a “turma dos guardanapos”. Disse também que não estava se referindo ao ex-juiz federal, mas sim ao Judiciário como um todo.

A mediadora “passou a bola” para Romário, que perguntou a Marcia Tiburi o que ela faria, caso eleita, para combater a violência. “Temos uma proposta da integração das polícias. Defendemos a formação dos profissionais e o trabalho de inteligência. A nossa ideia é defender a vida das pessoas, lutar contra o genocídio da população negra e a violência das mulheres”, respondeu a petista.

Wilson Witzel perguntou para Tarcísio Motta sobre black blocs e combate à violência. “Eu declarei publicamente solidariedade ao Jair Bolsonaro pelo atentado que sofreu. Discordamos da lógica da violência na politica. Estamos sempre do lado de quem luta por diretos de forma pacífica”, disse o psolista.

Romário também foi alvo de pergunta similar, no campo da segurança. “Para combater os poderes paralelos temos que ter a ajuda do Governo Federal. Nossa Polícia do estado é a Polícia Militar”, comentou Romário, que tem como proposta reduzir o número de UPPs e colocar mais policiais nas ruas.

Eduardo Paes, neste bloco, fez questão de frisar que não pediria direitos de resposta. O ex-prefeito foi alvo de críticas à sua administração e teve o nome citado inúmeras vezes ao lado do de Sérgio Cabral. Preferiu se esquivar.

Tarcísio Motta perguntou para Anthony Garotinho o que o ex-governador faria pela educação pública no Estado. “Pretendemos pegar a Faetec e dar a ela caráter diferenciado. Colocar ensino técnico e tecnológico em toda a rede. É preciso capacitar nossos jovens para os empregos do futuro. É preciso investir na cabeça do aluno e no salário do professor”, respondeu.

Indio da Costa, ao ser indagado sobre o motivo de as UPPs não terem funcionado, respondeu: “As UPPs não funcionaram porque não houve planejamento. As polícias precisam ser reestruturadas. Comigo, a segurança pública deixará de ser tema de debates. Eu vou resolver o problema.”

Cada candidato teve apenas 15 segundos para as considerações finais. Não houve tempo hábil para que pudessem fazer nada além de pedir votos aos eleitores.

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