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Desapropriações na Avenida Marquês do Paraná vão parar na Justiça

Notificados em agosto para deixarem seus apartamentos — desapropriados pela prefeitura para as intervenções na Avenida Marquês do Paraná, que preveem o alargamento da rua e a construção de um shopping —, moradores do edifício Espírito Santo, na esquina com a Rua Doutor Celestiano, foram surpreendidos com o prazo de 15 dias para sair dos seus imóveis. Outra notícia desagradável é o valor oferecido pela prefeitura para as indenizações, de cerca de R$ 310 mil por unidade, bem abaixo do necessário para comprarem um imóvel do mesmo tamanho na região. Proprietários de quatro apartamentos entraram com uma ação na Justiça solicitando um prazo maior para que haja tempo de contratarem uma avaliação particular e fazerem uma contraproposta.

Além desses apartamentos e de três lojas embaixo do edifício Espírito Santo, a prefeitura desapropriará outros 42 imóveis no quarteirão. Apesar de o decreto que declara a área de utilidade pública ter sido publicado no dia 23 de junho, os moradores foram informados oficialmente da desapropriação apenas em meados de agosto.

Moradora do edifício Espírito Santo há 24 anos, a síndica Patrícia Martins conta que ela e os vizinhos temem a desapropriação há oito anos:

 —Vivemos com essa tensão desde 2009, quando anunciaram que construiriam uma passarela. O projeto não foi adiante, mas depois construíram o mergulhão. Jamais fomos procurados por nenhum governo para conversar. Não queremos resistir à desapropriação, mas consideramos injusto o valor imposto. Nós vivemos aqui há anos e não queremos nos mudar para outro bairro.

 

Em nota, a Procuradoria-Geral do Município informa que está em negociação com os moradores e que em três processos ajuizados a prefeitura conseguiu liminar para continuar com a desapropriação: “A obra vai melhorar o fluxo de veículos e a mobilidade na região, beneficiando a população. As negociações começaram por 15 imóveis da Dr. Celestiano. Desse total, oito proprietários já fecharam acordo, três estão em negociação e quatro não aceitaram acordo e tiveram ações ajuizadas pela prefeitura. Os juízes concederam três liminares e consideraram justos e corretos os valores das indenizações propostas pelo município. Os proprietários desses imóveis serão notificados nos próximos dias da decisão judicial”.

Fonte :O globo




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