Bola parada livra São Paulo do sufoco após 12 rodadas e afunda Vasco

No segundo jogo sob comando de Muricy Ramalho, o São Paulo derrotou o Vasco por 2 a 0, na tarde deste domingo, e finalmente deixou a zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro, depois de 12 rodadas (ou 49 dias). Os gols em São Januário foram anotados por Rodrigo Caio e Antônio Carlos, ambos após bola parada.

Agora com os mesmos 24 pontos do próprio Vasco, a equipe paulista sai do sufoco por justamente ultrapassar o rival deste domingo, nos critérios de desempate. O time carioca pode, inclusive, terminar a rodada entre os últimos quatro colocados da competição.

00O próximo compromisso do São Paulo na competição será na quarta-feira, diante do Atlético-MG, no Morumbi. No mesmo dia, o Vasco (que chegou neste domingo à terceira partida seguida sem vitória) tenta se recuperar contra o Vitória, novamente como mandante.

Neste domingo, sem ter os volantes Wellington e Denilson, Muricy devolveu Rodrigo Caio à sua posição de origem, no meio-campo, escalando a equipe com apenas dois zagueiros: Rafael Toloi e Antônio Carlos. Na lateral direita, em vez de Mateus Caramelo, a opção foi pelo zagueiro improvisado Paulo Miranda. Outras mudanças foram os retornos de Jadson e Osvaldo ao time.

Logo no primeiro minuto, a nova formação são-paulina levou perigo ao adversário. Maicon apareceu de trás e, da entrada da área, chutou rasteiro, à esquerda da meta de Diogo Silva.

Acuado de início, o Vasco começou a sair aos poucos de seu campo de defesa, mas encontrava dificuldade pelo meio. O escape era na maioria das vezes pelo lado esquerdo, com Marlone, que aproveitava eventuais subidas de Paulo Miranda para rondar a área. Mas, ao chegar nela, encontrava um forte bloqueio para seus arremates.

Foi assim até a metade do primeiro tempo. Até o São Paulo descolar um escanteio pelo lado esquerdo. Jadson levantou a bola na pequena área, e Rodrigo Caio – melhor cabeceador do elenco – saltou mais alto do que a marcação para colcoar a bola na rede e abrir a contagem em São Januário, aos 30 minutos.

A paciência da torcida carioca começou a minguar. Na primeira jogada depois do gol, Marlone errou um cruzamento e ouviu a arquibancada chiar. O problema é que ele não era o único a jogar abaixo da crítica. Até mesmo o ídolo Juninho parecia não estar em um dia bom, sem a pontaria de costume nas cobranças de escanteio e falta.

Antes do intervalo, o Vasco ainda reclamou de um pênalti inexistente em André, que pouco fez na primeira metade da partida além disso. Assim como o goleiro são-paulino Rogério Ceni, muito pouco exigido, a não ser para bater tiros de meta ou, como de costume, participar da saída de jogo de sua defesa.

Para a segunda etapa, Muricy sacou Osvaldo – o atacante voltava de suspensão, mas não fez um bom primeiro tempo, ratificando jejum que o persegue desde o fim de fevereiro – para a entrada de Welliton. Dorival, insatisfeito com o revés parcial, também mexeu na sua equipe: colocou Dakson e Reginaldo nos lugares de Abuda e Willie.

As alterações do treinador vascaíno mostram trabalho rapidamente. Ainda no primeiro minuto, depois de o são-paulino Antônio Carlos assustar com cabeceio à queima-roupa, o ataque do time da casa quase empatou. Reginaldo avançou pela direita e cruzou para Dakson, que entrava na pequena área, cabecear. A bola quicou e passou pouco acima do travessão.

Mas a aceleração não se manteve. Aos poucos, o São Paulo voltou a ter espaço para valorizar a posse de bola. E até ampliou sua vantagem no marcador. Após nova cobrança de escanteio, o zagueiro Antônio Carlos aproveitou corte mal feito pelo goleiro e completou para a rede para sacramentar a vitória e ajudar seu time a sair do sufoco após quase dois meses.

 

Gazeta Esportiva




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