Aumento das passagens de ônibus em Niterói,condiz com o contrato?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A  Prefeitura de Niterói decidiu  aumentar a passagem de ônibus este ano. A partir do próximo domingo, 29/01, as passagens de ônibus de Niterói vão passar de R$ 3,70 para R$ 3,90, com um aumento de 5,4 por cento. São cerca de  vinte centavos  mais caras do que as do Rio de Janeiro que ainda não foram reajustadas.

Nos últimos três anos, o reajuste aplicado pela prefeitura foi acima da inflação, contrariando, inclusive, o contrato de concessão. O IPCA acumulado de 2013 a 2015 ficou em 24,89%.Já o aumento acumulado da tarifa do transporte público em Niterói, no mesmo período, foi de 34,54%, ou seja, uma diferença de cerca de 10% (a tarifa passou de R$ 2,75, em 2013, para R$ 3,70, em 2016).

Além disso, há um fator importante  é que a prefeitura não está exigindo a continuidade da troca de ônibus por de plataforma baixa e a  a falta de ar-condicionado em toda a frota.No ano de 2013, quando teve fim a diferenciação de passagens em ônibus com e sem ar-condicionado, o Poder Executivo determinou que 80% da frota deveria ser climatizada. Em 2014, aumentou este índice para 90% para ser cumprido até o fim de 2016.

Só que, quando chegou no ano passado, a prefeitura voltou atrás. E o problema é que ela sempre usou a climatização da frota para justificar os aumentos acima da inflação! Dados oficiais mostram que dos 804 veículos municipais, apenas metade tem ar-condicionado.

 

 

No Rio de Janeiro, o vice-prefeito e secretário de Transportes, Fernando Mac Dowell, disse que não autorizaria o aumento  enquanto as empresas de ônibus não climatizassem 100 por cento da frota.

Ele também questionou  as planilhas de custos apresentadas pelas empresas de ônibus, por não demostrarem a realidade.

Comparando ainda com o Rio de Janeiro, Niterói tem a tarifa de ônibus mais cara do Brasil. Suas linhas  linhas percorrem distâncias curtas, em média de três quilômetros, e as  mais distantes são as que ligam o Centro à Região Oceânica, percorrendo o máximo de 18 quilômetros, muito menos dos que as cariocas.

Afinal quando vamos ter transparência e comprimento das leis.

 




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