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Arte do Bispo do Rosário,Acadêmicos do Cubango homenageou artista plástico mas apresentou problemas nas alegorias

O início do desfile da escola deu sequência às homenagens a artistas nordestinos na Sapucaí. Desta vez, o escolhido foi o artista plástico sergipano Arthur Bispo do Rosário, com destaque especial para seus bordados.

A comissão de frente abriu a apresentação com transformação de figurino e representação do trabalho de Bispo. Ela foi seguida pelo casal de mestre-sala e porta-bandeira que representou Romeu e Julieta – fazendo alusão a uma montagem feita por Bispo da famosa obra de Shakespeare.

Diversas alas representaram trabalhos de Bispo, mas, além as obras do artista, a escola também lembrou sua internação na colônia Juliano Moreira, antigo manicômio. O horror de suas instalações foi representado, por exemplo, no segundo carro alegórico da escola.

O desfile também contou mais detalhes da vida pessoal do artista, como sua fixação por concursos de beleza e histórias de soldados representada pelas fantasias da ala das passistas. Houve ainda alegoria e fantasias para lembrar seu gosto pelo jogo de xadrez e os tabuleiros que confeccionava. Já o último carro alegórico lembrou sua origem quilombola.

Um carro alegórico quebrou no fim do desfile atrapalhando a saída, o que ocasionou uma paralização temporaria do desfile. O veículo só foi retirado totalmente da avenida com o cronômetro já marcando 5 minutos do desfile da Inocentes de Belford Roxo, penúltima escola a desfilar na Sapucaí.

 

O Rei que bordou o mundo

Velas ao mar, que o vento leve…
Nos mares da insanidade, naveguem
Delírios, sonhos, devaneios…
Por sete anjos me guiei
Num sopro divino, segui peregrino, andei…
E não me fiz entender
Pensamento aprisionado por meus irmãos
Na mente à procura de ser
Enviado pela voz, o “Rosário” da razão
Mas a Arte irrompe a pele
Bordando o destino, a direção

O bem e o caos, rainha ou peão?
No “Bispo”, senhor, a salvação!
Um inventário em jogo, à luz dos olhos teus…
Ao tabuleiro, as mãos de Deus!

Parti pra fazer a minha chegança
O mundo, enfim, pude recriar
A emoção dos tempos de infância
Sagrado samba que faz relembrar:
O manto e suas coroas
Tambores em procissão
Quilombos e cabaças
Alma do sertão

Sou mais um negro
Orgulho dos meus ancestrais
A vida eu colori de paz
Nas páginas brancas da memória
Tingi de verde a minha história

Resgata, Cubango, o meu grande amor
Insano ….. nessa avenida eu vou
Trançando em arte o sentimento mais profundo
Eu sou o rei que bordou o mundo




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