Aécio Neves anuncia licença da presidência do PSDB e escolhe substituto

No fim da tarde desta quinta-feira (18), o senador Aécio Neves (PSDB-MG) decidiu pedir licença da presidência do PSDB.

Por meio de nota, Aécio diz ser vítima de ‘acusações absurdas’, e que prioridade é ‘preparar defesa’.

“Estou apresentando à Executiva o nome do senador Tasso Jereissati, do PSDB do Ceará, para assumir nessa interinidade a presidência do partido”.

Segundo informações do G1, a divulgação da nota ocorre no mesmo dia em que Aécio foi afastado do mandato de senador por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Edson Fachin, relator da Lava Jato.

Veja a íntegra da nota do senador tucano:

Em razão das ações promovidas no dia de hoje contra mim e minha família, quero afirmar que, a partir de agora, minha única prioridade será preparar minha defesa e provar o absurdo dessas acusações e o equívoco dessas medidas.

Me dedicarei diuturnamente a provar a minha inocência e de meus familiares para resgatar a honra e a dignidade que construí ao longo de meus mais de trinta anos de vida dedicada à política e aos mineiros em especial.

O tempo permitirá aos brasileiros conhecer a verdade dos fatos e fazer ao final um julgamento justo.

Para isso, decidi licenciar-me hoje da Presidência do PSDB que ocupo há mais quatro anos com extrema honra e dedicação. O Brasil precisa que o PSDB continue a ser o fiador das importantes reformas que vêm mudando o país.

Depois de ouvir inúmeros companheiros e seguindo o que determina o nosso Estatuto, estou apresentando à Executiva o nome do senador Tasso Jereissati, do PSDB do Ceará, para assumir nessa interinidade a presidência do partido.

Estou seguro de que, sob seu comando, com o apoio de nossos governadores e prefeitos, de nossas bancadas no Senado e na Câmara, dos nossos diretórios estaduais, de nossos líderes municipais e de todos nós, ele fará o partido seguir de forma firme e corajosa sua vitoriosa trajetória.

Aguardarei com firmeza e serenidade que as investigações ocorram e estou certo de que, ao final, como deve ocorrer num país onde vigora o Estado de Direito, a verdade prevalecerá e a correção de todos os meus atos e de meus familiares será reconhecida.




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