Acadêmicos do Cubango anima com enredo homenageando o sambista João Nogueira

Momentos tensos não mancharam o desfile da Acadêmicos do Cubango, que levou para a pista uma dupla homenagem, ao centenário do samba e ao sambista João Nogueira (1941-2000).

Um show a parte com o seu enredo “Versando Nogueira nos cem anos do ritmo é nó na madeira”.  Agremiação homenageou uma das vozes mais conhecidas do samba, João Nogueira. Cerca de 1.800 componentes brilharam nas 17 alas.

A cantora Clara Nunes (1942-1983), amiga e parceira de sambas, estava presente na rainha de bateria. Taís Macedo vestia a fantasia “O Sabiá”, como Clara era conhecida por seu canto.

O Clube do Samba, fundado pelo sambista em 1979, foi lembrado em dois momentos. A Portela, outro amor de Nogueira, foi lembrada no carro que levava a Velha Guarda da escola. No chão, Clarisse Nogueira, filha de João, ia sambando ao lado de Carlinhos de Jesus. As raízes negras, evocadas por João em suas letras, eram tema do carro abre-alas e do casal de mestre-sala e porta-bandeiras, Diego Falcão e Jackeline Gomes, que vestiam a fantasia “Raízes africanas, na África encontramos nossos ancestrais”.

A bateria arrepiou e empolgou a todos que os assistiam. Com 230 ritmistas, ela foi comandada pelo Mestre Demétrius Luiz.

Além de toda a comunidade, que esteve presente em peso, pessoas que marcaram a trajetória do cantor também participaram do desfile.

Problemas – O penúltimo carro causou um pequeno tumulto antes de entrar na Avenida. A alegoria “João Batista Nogueira, nesta Avenida o espelho é você… E o espelho não se quebrou!”, trazia um destaque com uma enorme fantasia de pavão. Ele iria desfilar no ponto mais alto da estrutura, porém, os responsáveis pelo desfile não acharam que o local seria seguro. Para não correr o risco dele cair, ele foi retirado por um guincho e desfilou no chão atrás do carro. Com a confusão, a escola acabou atrasando alguns segundos a ordem do desfile, mas terminou o desfile dentro do tempo permitido.




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